Reformas sindical e trabalhista pautam coletiva com a imprensa

As reformas sindical e trabalhista foram tema de entrevista realizada ontem à tarde, 2 de março, na sede do SINDIFISCO. Convocada pela Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), frente única da qual nosso sindicato faz parte, a coletiva com a imprensa reuniu veículos como Estado de Minas, Diário da Tarde, rádios Inconfidência, Itatiaia, América e Band.

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Falaram em nome da Conlutas o presidente do SINDIFISCO, Lindolfo Castro, os diretores do Sindeess, Boaventura Mendes e Efraim Moura, além do diretor da Federação Sindical Democrática dos Metalúrgicos de Minas, Gilberto Gomes.

A entrevista teve como objetivo tornar pública em Minas Gerais a oposição de diversos sindicatos e ativistas ao anteprojeto de reforma sindical, encaminhado ao Congresso no dia 1º de março. Segundo Lindolfo Castro, a reforma "ameaça desmontar e enfraquecer o movimento sindical brasileiro, para seguir flexibilizando direitos trabalhistas". Isso porque o negociado passaria a prevalecer sobre o legislado, abrindo precedentes para que essa nova regra se estenda futuramente ao serviço público.

Gilberto Gomes denunciou a conivência e o apoio à reforma por parte das centrais sindicais, até mesmo da CUT. Também foram abordados outros pontos que prejudicam os trabalhadores, tais como a restrição e criminalização do direito de greve, a atribuição de maior poder decisório às centrais sindicais e a criação da taxa negocial, de 13% sobre os vencimentos anuais.

Finalmente, os membros da Conlutas lembraram que as reformas sindical e trabalhista fazem parte da mesma lógica de desmonte do Estado e retirada de direitos, já aplicada com as reformas encaminhadas (sobretudo a previdenciária) e com a Lei de Falências.

Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Larissa Morais
03.03.05