Reforma
Sindical:
Impulsionar a resistência contra os ataques do governo Lula e do FMI
O anúncio da variação negativa do PIB em 0,2%, quando o
crescimento populacional foi de 1,3%, com o país, portanto, ficando mais
pobre (redução de 1,5% do PIB per capita), poderia ser apresentado
como a cara do balanço do primeiro ano do governo Lula. Mas as estatísticas
macroeconômicas parecem abstraías demais para dar conta de expressar
a situação dramática vivida pelos trabalhadores e o povo
pobre.
Desemprego recorde (11,7% conforme a conservadora metodologia do IBGE), arrocho
salarial brutal (a renda dos trabalhadores despencou mais 12,9% em 2003), flexibilização,
sucateamento dos serviços públicos, precariedade da educação,
falta de atendimento médico, violência policial e insegurança,
tarifas públicas e preços elevados, em suma, um cotidiano de dificuldades
sem igual marcam a vida de dezenas de milhões de homens e mulheres do
Brasil.
Essa realidade não caiu do céu. É produto direto das políticas
adotadas pelos sucessivos governos dirigidos a partir dos interesses dos grandes
especuladores financeiros e banqueiros, empresários, latifundiários,
articuladores, no país, do imperialismo. O governo de Lula da Silva é
dirigido por essas mesmas frações dominantes: rentista (Meirelles),
agronegócia (Rodrigues) e exportador de commodities (Furlan), por isso
não houve descontinuidade com o governo anterior: representa os mesmos
interesses de classes, agora com mais capacidade de atacar os direitos dos trabalhadores,
pois conta com a adesão da direção sindical burocratizada
e cooptada pelo capital.As classes dominantes, frente ao agravamento da crise
estrutural, sustentam Lula por ser ele, hoje, o mais capacitado a encaminhar,
no país, a agenda do Consenso de Washington, agora em sua segunda fase.
Para o capital, os benefícios foram extraordinários. Lula alocou
62% do Orçamento federal de 2003 para o pagamento da dívida, algo
que poucos governos seriam capazes de fazer. Sem a conivência da direção
majoritária da CUT isso seria impossível. De outra parte, para
os que vivem na miséria, a alternativa é o demagógico combate
à pobreza por meio de medidas compensatórias, como a focalização
das políticas sociais através de ONGs e outras iniciativas privadas.
O escândalo "Waldomiro Diniz" - com a prova cabal de que um
corrupto da inteira confiança da cúpula do governo e do PT tinha
trânsito livre no Palácio do Planalto e era o principal negociador
do governo na Câmara e no Senado - comprova que nem isso o PT está
mudando. Assim, não poderia ser diferente: José Sarney, ACM, Renan
Calheiros - o célebre líder do Collor -passam a ocupar o lugar
de destaque na tropa de choque do governo, aliança que se expressa na
coalizão de partidos da base governista: PMDB, PTB, PL e até mesmo
o PP de Maluf e, ainda governadores de vários partidos, entre eles os
do PSDB.
O outro lado da moeda da política do governo é o alto lucro do
capital rentista, os maiores da história, graças a tarifas bancárias
exorbitantes e, sobretudo, aos elevados juros dos títulos da dívida
pública. Os fundos de pensão e os bancos, depois de receberem
o presente da "reforma" da previdência, têm razões
de sobra para sustentar o governo. Da mesma forma os credores da dívida
externa, que seguem sendo pagos pontualmente e os empresários/banqueiros
interessados nas privatizações, satisfeitos com a entrega dos
bancos estaduais e com as intenções da PPP. Com o país
sendo governado a partir dos interesses do capital financeiro e dos grandes
empresários, pode contar com a mídia a seu favor- Rede Globo (amparada
pelo BNDES) em lugar de destaque. De fato, a apoio ativo dos grandes meios de
comunicação tem sido crucial para evitar a CPI dos bingos e de
Waldomiro Diniz.
O encaminhamento das políticas das classes dominantes não seria
possível sem a participação ativa do PT e da direção
majoritária da CUT. Resolução como a adotada pela Executiva
Nacional do PT cita apenas em uma única linha, a necessidade de mudança
da política econômica. Essa Resolução não
passa de cortina de fumaça para esconder o essencial: não existe
transição nenhuma para outro modelo que beneficie o povo pobre.
Lula, por exemplo, nem cogita substituir Palloci e Henrique Meirelles, o banqueiro
que garante a autonomia de fato do Banco Central a serviço do capital
financeiro. Não são apenas Palloci e Meirelles que operam a reprodução
da ordem do capital, mas o governo em seu conjunto. A tese de que existe um
governo em disputa é pueril, grosseiramente enganosa. O repasse da riqueza
social para o imperialismo é agravado pela redução da reforma
agrária, pelo desmonte do ensino público etc. A chamada área
social apenas viabiliza esse jogo, goste ou não disso.
Quando ensaia reações "desenvolvimentistas", o presidente
Lula tem se limitado a telefonar para George W Bush solicitando concessões
insignificantes enquanto se compromete a aceitar um papel de destaque na aplicação
dos planos imperialistas para a América Latina ao costurar a ida de tropas
brasileiras para o Haiti, ajuda inestimável para o império ter
uma cobertura " democrática" e latina ao seu mais recente golpe
de estado.
Tudo isso é mais do que suficiente para demonstrar de que não
podemos esperar deste governo nenhuma mudança de rumo. Nossa tarefa,
enquanto sindicalistas, é convencer os trabalhadores e o povo que não
há outra saída senão enfrentar os banqueiros, os grandes
empresários, os latifundiários e o seu governo.
Reforma sindical, um poderoso instrumento para atacar os direitos dos trabalhadores
No ano passado, a contra-reforma da previdência criou um novo sistema
previdenciário que irá retirar direitos dos que vivem do próprio
trabalho em benefício do setor financeiro. O governo prometeu atacar
privilégios e apenas quem saiu perdendo foram os trabalhadores. Os servidores
públicos tendo seus direitos atacados e os trabalhadores da iniciativa
privada tendo que aumentar suas contribuições sem contrapartida
em melhorias da assistência e da aposentadoria.
Apenas os bancos e fundos de pensão ganharam. Agora, mais um ataque está
em curso: a tentativa de aprovar a reforma sindical.
Com esta reforma, o principal objetivo do governo federal é cortar os
elementares direitos dos trabalhadores garantidos na Constituição.
O mecanismo é simples: querem transferir poder para as cúpulas
das Centrais Sindicais, garantir que as mesmas tenham a decisão sobre
os acordos entre patrões e empregados e instituir a prioridade do negociado
sobre o legislado. Trocando em miúdos, o que está na lei pode
valer menos do que o que for acordado entre os patrões e as centrais
sindicais. E o governo, ou melhor, o capital, conta com as direções
dessas Centrais. Assim, se as centrais sindicais aceitarem reduções
de direitos, como inúmeras vezes aceitaram a Força Sindical e
a direção majoritária da CUT, os trabalhadores não
podem contestar na justiça. Trata-se de uma ameaça real ao 13o
salário, aos variados auxílios existentes, enfim, a conquistas
básicas da CLT.
Além disso, direitos fundamentais, como o direito de greve também
serão cerceados caso a reforma seja aprovada. Prevê-se, ainda,
o retorno do controle do Ministério do Trabalho (através do poder
de registro conferido à Secretaria de Relações de Trabalho),
num retrocesso até mesmo em relação às poucas conquistas
em relação à estrutura sindical inscritas na Constituição
de 1988.
Sabemos que o objetivo final da reforma é a quebra de qualquer capacidade
de resistência do movimento sindical brasileiro, instituindo, nas bases,
o sindicato por empresa, completamente submetido aos patrões e, na cúpula,
uma central sindical totalmente dócil à ordem do capital, disposta
a substituir as deliberações sindicais de base caso estas representem
ameaças aos interesses do governo e do capital.
As centrais sindicais estão dominadas em suas cúpulas por direções
burocráticas, interessadas em defender seus privilégios, em utilizar
os sindicatos não para lutar em favor dos direitos dos trabalhadores
e em favor da dignidade do trabalho, mas como alavanca para as carreiras sindicais
e políticas desses dirigentes. Não precisamos falar da Força
Sindical, uma central pelega impulsionada diretamente pelo corrupto governo
Collor. Mas agora, com Lula, a direção majoritária da CUT
resolveu, sem constrangimento, abandonar a defesa dos trabalhadores. Por isso,
apesar de sua decisão formal ter sido favorável à greve
dos trabalhadores contra a reforma da previdência, nada foi feito para
de fato por em prática este apoio. Ao contrário, a direção
majoritária da CUT boicotou a luta. Da mesma forma, atualmente, as direções
da CUT e da Força Sindical, juntas, apóiam a reforma sindical.
Querem mais poder para si mesmas, em detrimento das bases sindicais, das assembléias
de categoria que, pela reforma prevista, não terão poder sobre
os acordos firmados pela cúpula. Terão que se rebelar para impor
sua vontade.
Assim,
os dirigentes sindicais que subscrevem este texto, apoiadores do movimento esquerda
socialista e democrática por um novo partido, conjuntamente com os parlamentares
expulsos do PT em dezembro de 2003 - a senadora Heloísa Helena, a deputada
Luciana Genro, os deputados Babá e João Fontes -, chamam a mobilização
e a organização da luta contra a reforma sindical.
Nessa luta não podemos contar com a direção majoritária
da CUT, de longe a Central que conta com maior representatividade, única
com história que merece respeito e no qual atuam milhares de militantes
e dirigentes combativos e classistas. A gravíssima decisão da
direção majoritária de apoiar a reforma sindical no Fórum
Nacional do Trabalho, em conjunto com governo e empresários, foi combatida
por uma parcela importante dos dirigentes da Executiva Nacional da CUT que criticaram
a completa ausência de discussão na base da Central. Uma ampla
participação da base teria impedido tal traição
aos direitos e conquistas dos trabalhadores.
Nessa luta guiada pela defesa da unidade dos trabalhadores, todos os dirigentes
sindicais que não aceitam ataques aos direitos dos trabalhadores e do
povo devem se empenhar para organizar uma frente unitária com todos os
que recusam ceder os direitos dos trabalhadores em proveito do capital. Os signatários
dessa carta são protagonistas dessa luta.
Finalmente, fazemos um chamado a todos os companheiros/as presentes neste fórum,
para que nos empenhemos em apoiar as lutas e greves que estão em curso
e que virão. Hoje são os policiais federais, técnicos da
receita, professores. Os servidores públicos federais preparam sua greve
e, sem dúvida, outras categorias e setores se somarão, em justos
combates contra o arrocho salarial e o desemprego.
Até o momento da impressão, assinam este texto
os seguintes dirigentes: CUT NACIONAL - Agnaldo Fernandes - ANDES
-Luis Carlos Lucas-Ceres Torres -UNAFISCO - Roberto Jorge Da Silva -
Dão Real dos Santos - Marcelo Ramos Oliveira - David Henrique Legal -
Sérgio Horne -Maria Regina Paiva Duarte - FENASPS - José
Henrique - Rolando Medeiros - Hélio de Jesus - Francismar Maia - Anita
Borba - Maria Zalem -Hirley Sena - Jorge Moreira - Maurício Amalfi -
FENAJUFE - Démerson Dias - FASUBRA - Jupiara - Rogério
Marzola - Luis António -Previdenciário -Prof.Roberto Leher - UFF
-Prof. Marcelo Badaró - Prof Sônia Lúcio - ADURN
- José Humberto de Araújo - SINDPREVS/RN - Francismar Maia
da Fonseca e Silva - André Paulino Santos de Azevedo - Jurandir Eustáquio
Damasceno - José Romeiro Marinho - SINDSPREV/SP Junia Gouveia
-João Maia - Alexandrina Nogueira - SINDSPREV/RS - José
Campos - Carmen Fosch - Patrícia Zanini - Joel Soares - Dinara Fraga
- Silvia Regina - Vera Kolet - Leony - Giuseppe Finco - Maria Geneci - Jorge
Patrício - SINTRAJUD - Maria Cecília - METROVIÁRIOS/SP
- Paulo Roberto Pasin - Sérgio Renato Magalhães - Alex Fernandes
- Kátia Gouvêa - Ciro Moraes - SINPEEM/SP - Rosa Palmiro
- João Kleber Santana -Thereza C. C. de Lima - Andrea Maria de Lima -
PROFESSORES MUNICIPAIS/SP - Selma Bitelle - Eduardo terra Coelho - Lorinete
Menezes Abolt - Ivete Reinaldo da Silva - JUDICIÁRIO ESTADUAL SP -
Aglays - David - BANCÁRIO/SP - Celso Lavorato - JORNALISTA/SP
- Zanini H. - SINDSPREV/RJ -Janira Rocha - Paulo Américo Turl
- Lenir Claudino - Oswaldo Sérgio - Fabiano Bilardo - Pedro Jorge - Maria
Graça Barreira - Isaac Loureiro - Célia Palhano - Aloísio
Vilela - Shirley Coelho - CPERS - Astor Henrique Nagel - Celso Dalberto
- Cleusa Teresinha de Oliveira - Gilberto Beutler - Helga Anita Krause - Jorge
Duarte Barboza - Marinis de Lourdes Souza - Mônica Torres Bonatto - Norma
dos Santos Machado - Roberto Zanatta - Estrela Zélia Gomes - Carmem Dotto
- Edna Von Zeidler da Silva - Isaura Osório Sales - Jair Dossena Espíndola
- Juceli Bemadete Azzolin - Jussara Bastos dos Santos - Luzia Regina P Hermann
- Maira Iara de F Ávila - Maria Amália Dreyer - Maria Aparecida
Portela Prado - Marli Aparecida de Souza - Marliane F dos Santos - Neida de
Oiveira - Paulo Roberto Fonseca - Pedro Moacir A Moreira - Salete Maria Possan
Nunes - Solange Moreira Herber - Sônia Teresinha Balest - Teresinha Marques
da Rosa - Zeli D G Bearzi - Zenira Andres Manara - SINDICAIXA: Érico
Roni M. Corrêa - Paulo Roberto K. Richter - Virgínia M. C. Silva
- João José Lopes Furtado - João Feliciano C. Godoy - João
António A. Leal - Gentil Lovatel - Rita Godinho- Jair António
da Silva - Elio Horn - Pedro Portella - Alaides Becker - Sandra Caseres Simm
- Sindiágua - Juarez Porto -SINTEST/RJN - Sandro de Oliveira Pimentel
- Vânia Machado de Aguiar - Jorge Tavares de Morais Filho - Jane Suely
Calafange Damasceno - Maria de Lourdes de Souza - Maria Aparecida Dantas de
Araújo - Francisco de Oliveira Barbosa - José Zefenno Ferreira
- Valmir Francisco Cardoso - Luiz António Ferreira Costa Neto - Sônia
Maria da Silva - COMERCIÁRIOS - Afonso Schwengber - Emi de Paula
Ferraz Manoel José Trindade Teixeira - Lauri Pires - Juliano Moitoso
- Selson Ricardo Friedrich - Luiz Fernando Kist - Angelo Everaldo dos Santos
Lopes - Silvério José Stólben - Olinto Araújo da
Silva Márcio Leandro Sales - Nedson Bizarro - SINDIÁGUA - RS
- Mauro D C e Silva - Soila Marques Soares - Francisco Cezar dos Santos - Gilberto
Balestrin- Everton A da Silva- Wolney João Ferreira- Neiva M Castellani-
Solange Maria SMazurana- Fábio A Nunes - Leomar G Barcelos- Pedro Francisco
Matos- Milton Luiz Hendjes- Wanderlei Luiz Pires- Celso Tadeu - Maria Suse de
Andres- Valdemar da Silva- Paulo Roberto C dos Santos- Maria Helena Pinto do
Nascimento- Delvino S Barbizan- Aidos Rostirolla- Luiz António da Luz
Marcai- Doir Alvess da Silva - Mareei Hassen - Almir Regis da Silva Gonçaves
- Edison Rodrigues- Elenir Vicenzi- Euclides Pinheiro - Diogo Juares dos Santos-
Salmino silveira Oliveira - Jauro R do Nascimento - Alexandr M Andriola da Silva
- Nelson Pereira - Jacques Luciano da Silva Rosa - José Elidio Salvador
- Elói José Steffen - Maria Spier - Jacob Belin - Getúlio
Pedro C da Silva - João Alberto da Cunha - Pedro Soares - Alceu Luiz
Signori - Adelar Luis Hammes - Adair António Rossato - Jacir José
Romanzini - Nisio Stroieke - Itamar Delgado Meireles - Ari Centeno- Dagoberto
P Martins - Fábio da Silva Gonçaves - Clenio da Silva - Euclides
Lauro Neudfer - Jane M Rosa da Silva - Euclides José de Abreu - Vanderlei
M Soares- Geraldo M Arocha - Jacó W Staud- Rui Pacheco de Oliveira -
Luiz Carlos S. Antunes - Flávio Nelson Kellor - Marcelo Bálsamo
Mendes - Elton José Ribeiro - José Ademir de Souza - Celso Renaf
Couto - Ubirajara Piaes - Jorge Thadeu Siqueira - Geovane M. Teixeira - Edegar
Colpo - Vitor Hugo da Silva - Luciana Bezerra de Almeida - Juares do Rosa Moura
- Gracilhano Cunha - Álvaro Rosa - Everton Luis Cafístani - Sérgio
Martins - Lais Carlos Corrêa e Silva - Niltom Buzato - Loivo Dihrich -
Jacir António Polto - Gentil Vesoena - António Gilberot N. e Oliveira
- Jesus F. Almeida Pereira - Cláudio Pereira - Waldemir Maitu - José
Clair Balatin - Jesse S. Neves - Paulo de Moraes - Andreia Letícia do
P. Pinto - Sidnei Lima Pereira - Cléo Pereira Machado - Inneu Casamali
- Nelson Oliveira - Darvil Busatto - Altair Matzembacher - Carlos da Silva -
Silvio César Belotti - Jorge Luiz E. Figueiredo - Ernesto Damasceno Vianna
- Maria Odete Marques- Kleber José Dallagnol - Vera Lúcia Rosa
da Silva - Clóvis Renan Oliveira - Carlos Augusto Soares - Agostinho
dos Santos - Isabel Cristina R. Rodrigues - Marcos Aurélio Machado -
Jorge Neimar Nunes - Raquel Scheer - José Luiz Vargas Silva - Sady Xavier
da Cruz - JUSTIÇA DO TRABALHO - Evandro Rodnguez Costa - PETROLEIROS/SE
- Heitor - SEPE/RJ - Dione Lins - Lílian Pontes - Simone Gutierrez
- SÍNTE SE - Ricardo Pereira SINTECT - ChristianEduardo
Santos - PREVIDÊNCIA MUNICIPAL RJ - Arlei Assucena.UNB - Mana do
Socorro Oliveira, Moacir Cortes