PONTO DE VISTA
Nš 32
29 de dezembro de 2008
 
   

Unidade e Mobilização

Matias Bakir Faria
Presidente do SINDIFISCO-MG
Severino Francisco Ribeiro Sobrinho
EX-presidente do SINDIFISCO-MG

A categoria dos Auditores Fiscais de Minas Gerais precisa e quer apresentar um trabalho de qualidade e quantidade, de forma a nos assegurar a valorização profissional. Para isto, precisamos de condições de trabalho e materiais, bem como de uma política de pessoal, que mantenha os bons profissionais e propicie um clima organizacional satisfatório.

Em 2009 o governo terá que ao menos manter a arrecadação tributária sem poder contar com crescimento econômico e nem aumento da carga tributária, daí a necessidade do maior combate à sonegação fiscal. Portanto, é de sua responsabilidade restabelecer um clima favorável à produção qualitativa do Fisco para alcançar a receita tributária prevista no orçamento em R$ 25 bilhões, para 2009.

A organização da categoria para a promoção da defesa dos seus interesses é de responsabilidade do SINDIFISCO-MG, que tem a obrigação de chamar a categoria à ação, quando as condições de trabalho estiverem abaixo dos limites mínimos aceitáveis, como atualmente.

Decidimos, através de um processo participativo, a pauta de reivindicações emergenciais da categoria em relação à recomposição salarial, que foi encaminhada ao governo. De forma objetiva, não tivemos, até agora, nenhuma resposta em relação às nossas reivindicações.

Na verdade, o governo está esperando qual será a reação da categoria diante da sua negativa. Precisamos, portanto, demonstrar unidade, mobilização e determinação, com a implementação de ações capazes de levar o governo, verdadeiramente, para a negociação da nossa pauta de reivindicações.

Quem vai estar sob a observação do governo é a classe fiscal como um todo, cada um de nós – esta luta é nossa! – e não, particularmente a diretoria do nosso Sindicato. Sem a participação maciça e determinada da categoria, por melhores e mais acertadas que sejam suas ações ou decisões, a diretoria, sozinha, não irá conseguir tirar o governo da sua posição.

Devemos buscar, já no início de janeiro, a união e a mobilização da categoria. Vamos decidir, coletivamente, após avaliação de alternativas e riscos, cada ação a ser empreendida e, em seguida, conclamar todos à adesão e participação. Somente assim, com toda a categoria unida e mobilizada, conseguiremos alcançar nossos objetivos.

Vamos, gradativamente e com firmeza, inserindo luta a luta e discutindo outras ações mais fortes. Quem define até onde iremos é o governo!

Com a unidade, com as ações tiradas coletivamente e com o máximo de seriedade, conclamamos toda a categoria. Oportunidade a gente cria!

No ano de 2009, estaremos sendo colocados à prova. Vamos nos unir em torno das nossas reivindicações. Vamos, novamente, à luta, com firmeza e coragem.