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PONTO
DE VISTA
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Nš 13
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Tempo Perdido FLÁVIUS
JUVÊNCIO Já se passou mais um aniversário no Fisco Mineiro, porém, com exceção dos amigos com os quais caminhei no trabalho e no Sindifisco-MG, não vejo nada que foi criado na Instituição em benefício da nossa auto-estima e da dignidade na carreira (tão importante para uma sociedade mais justa e honesta). Pelo contrário, vejo desprezo a homens de bem (técnicos de carreiras, guardiões das leis tributárias e, sobretudo defensores do Tesouro Público), que desejam um Brasil mais igualitário, onde o imposto tenha como função maior a promoção da justiça social. Entretanto, o Decreto, que trata de reposicionamento pelo critério da escolaridade adicional, da maneira como foi publicado, é mais um descaso com um dos patrimônios da sociedade: o Fisco Mineiro, reconhecido nacionalmente pela honestidade, profissionalismo e seriedade com as coisas públicas. Mais uma vez, foram desprezadas a antiguidade e a experiência, além do amor e do zelo ao trabalho. É sabido que, para chegar ao nível ideal, um profissional necessita de vários anos numa carreira para atingir um bom nível de conhecimentos. Como exemplo disso, a carreira de Auditor de Tribunais de Contas, que exigem, no mínimo, 35 anos de idade e 10 anos de experiência comprovada para poder exercer a função. Portanto, é um erro desprezar os Auditores Fiscais mais experientes em nome de uma "modernidade" altamente duvidosa, o que, na verdade, é uma substituição de valores, pois troca alguns meses na sala de aula (360 horas) por anos de experiência. Por
isso, em nome de uma das grandes âncoras de honestidade e profissionalismo
mineiro e nacional - que é o Fisco Mineiro -, não podemos
fechar os olhos como se nada estivesse acontecendo e, muito menos
ainda, comungar com aqueles que desprezam a experiência de
grandes profissionais, como os que compõem os quadros da SEF/MG.
Senão, não haverá dúvidas de que o tempo
foi perdido... |