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PONTO
DE VISTA
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Nš 20
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| A quem interessa um fisco fraco?... Marcelo
Lyra de Almeida Tal indagação não é de difícil resposta, uma vez que, os detentores do capital se sentem muito mais incomodados pela atividade fiscal do que a grande maioria da população que dispõe somente da sua própria força de trabalho para sobreviver. Assim como o ESTADO é essencial para a existência da SOCIEDADE; o TRIBUTO é essencial para a existência do Estado. Não é por outra razão que todas as nações de primeiro mundo possuem um Fisco forte, prestigiado, com real precedência sobre os demais setores da administração pública. Ocorre que o tributo, que em tese, deveria retirar mais de quem mais tem, com vistas à redução das desigualdades sociais, agindo como fator fundamental de redistribuição da renda nacional, esbarra em interesses poderosos por parte dos detentores do poder econômico. Para resistir a este embate, necessitamos estar extremamente organizados e atentos a tudo que possa significar um enfraquecimento da fiscalização. A Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais está a serviço do ESTADO e não de apenas um GOVERNO; pois os governos são efêmeros e o Estado permanece de maneira não transitória, como ente essencial para a vida em sociedade. Urge evitar todo e qualquer tipo de insegurança, para que o corpo fiscal trabalhe com um engajamento maior, sempre ciente de que o nosso adversário está do lado de fora e não dentro da Fazenda. Está na hora de empunhar a bandeira da autonomia, do subsídio e de tudo que represente um fortalecimento da categoria. É perfeitamente possível conciliar uma remuneração na forma de subsídio, que dê tranqüilidade para os futuros aposentados, com uma vinculação atrelada a metas e a resultados finalísticos do planejamento fiscal; que importe, por exemplo, numa condição para a progressão na carreira. Chega de criar RUÍDOS, que em nada contribuem e passemos a criar FATOS, que angariem o respeito de todos. Tal
responsabilidade pesa sobre os ombros do sindicato, da atual administração
e de cada membro da carreira, pois a SEF somos nós. |