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PONTO
DE VISTA
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Nš 11
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DA ESSÊNCIA QUASE MILITAR DO PROGEPI Fábio
de Paula O
grande irmão está observando você. O primeiro compromisso do Progepi não é com a liberdade. Seria com o domínio, com a vigilância? “Se não ‘marchar’ direito”, perde-se salário. Teria o Progepi a pretensão de uniformizar o aleatório, controlar o inusitado, padronizar a diversidade, ou ser apenas mecanismo de disciplina? Modernização do “chicote” para punir o recalcitrante de forma virtual e silenciosamente. Uma espécie de grilhão cibernético ponderado pela gerência média que ganharia um falso poder e perderia importância. Sob o emblema da produtividade, não estaria mais para instrumento antimovimento, anti-insubmissão? O Progepi dá mostras de ser um tratamento de massa para atividades intelectuais... A industrialização da fazenda. Tivesse Minas cem mil auditores, vá lá; somos menos de dois mil, com coordenadores, delegados e superintendentes espalhados por todo o território das Gerais. Enquanto o Estado e a Lei conferem ao auditor poder de Polícia, fé pública e poder-dever de agir diante do ilícito, o Progepi cria um filtro que restringe e direciona a atividade fiscal. O certo é que estamos diante de uma ideia que engendrou
um sistema fortemente repelido e antipatizado pela categoria, considerado
tacitamente inviável, talvez até mesmo pela parte
não resignada da gerência. |