PONTO DE VISTA
Nš 38
21 de dezembro de 2009
 
 

Boa tarde!

Guilherme Henrique
AFRE - DF Betim

Antes de tecer qualquer comentário sobre a opinião de nossa colega Miriam Cunha da DF Uberaba-MG quero deixar bem claro que respeito muito a opinião dela, mas gostaria de fazer algumas observações, entre elas:

a) A campanha eleitoral acabou como ela mesmo disse em 10/12/2009, então fazer propaganda para a diretoria eleita é no mínimo desnecessário, ainda mais que o que está posto foi obtido pela categoria durante a última gestão sindical. Acreditar que opiniões contrárias sejam devido à falta de conhecimento, vivência, falta de experiência, participação de greves anteriores etc, é no mínimo nos tratar a conta de meninos (como quer o Secretário), além do mais nossa atuação e condução sindical nos deu muita experiência porque todo ano desde que entramos na SEF há quase cinco anos, estamos brigando por recomposição salarial.

b) É muito fácil atribuir nossas fraquezas a direção sindical anterior! Mas dizer que a diretoria anterior jamais poderá alegar que a classe seguiu todas as suas orientações, isso é lamentável! Essa afirmação demonstra que apesar da citada experiência sindical inclusive de participação em greve, a percepção de nossa colega é ingênua e pueril.

c) Para demonstrar que a categoria não seguiu as orientações deliberadas nos fóruns apropriados basta lembrar qual a operação padrão foi implementada pela categoria seja em posto fiscal, seja em delegacia. Não resta dúvida que se tivessemos feitos o que deliberamos já não estariamos em movimento. Outro fato importante é que praticamente metade da categoria simplesmente deixou a AGE, após recusar a proposta da administração justo na hora de discutir formas de luta, que acabau sendo decididas em outros fóruns em que estive presente.

d) Se continuarmos a debater entre nós aquilo que não tem mais importância hoje, tipo essa diretoria conseg uiu isso, aquela conseguiu isso... vamos perder tempo e como já disse trocar nosso adversário real ( governo) pelo nosso adversário fictício ( Sindicato - essa ou aquela diretoria).

e) Infelizmente, publicações de " Ponto de Vista" em nosso site sindical com conteúdo parecerista tendencioso a essa ou aquela administração (Lindolfo x Matias) sobre decisões e formas de condução de luta nos remetem ao problema citada na letra (d) acima.

f) Em uma situação delicada como essa, em que a própria diretoria eleita é omissa, digo imparcial, ler o texto da colega Miriam Cunha - DF Uberaba / MG com conteúdo exposto nos termos da letra (e) acima, no fórum sindical me causa certa estranhesa. No sentido de que passa a impressão que o sindicato literalmente não acredita na categoria que o elegeu e que a melhor contraproposta que podemos obter é aquela de gabinete. Entre a diretoria do sindicato e governo. Sei do esforço da atual diretoria em termos de melhorar o que já conseguimos pela diretoria anterior, mas o obvio me faz acreditar que independente de obter ou não algo mais, não podemos transferir uma luta da categoria para uma luta da diretoria, sendo que esta só exite em função daquela e tão somente para representá-la.

g) Não obstante todos comentários debatidos acima, volto a dizer que respeito muito a opnião de nossa colega uberabense e acredito que essa divergência de opinões pode ser simplismente fruto de opiniões de auditores fiscais que embora pertencentes a mesma carreira, se encontram em situações bem diferentes e antagônicas. E nesse sentido afirmo categoricamente que os auditores fiscais com 5, 10 ou 15 anos de Serviço Público sabem mais que quaisquer outros o que cada proposta representa para ele e para os demais. Não tenha certeza se os demais sabem da diferença que existe, mas afirmo que o fosso salarial hoje bate 100% e piso deve ser prioridade de toda a categoria.

h) Volto a dizer a todos os colegas para refletirem bastante para votar consciente, e afirmo que até então não vi nenhum colega vendendo expectativa meramente • • topicas a quem quer que seja. E temo pelo pensamento de que a luta da categoria seja uma utopia na Secretaria da Fazenda de Minas Gerais.

i) Voto não porque estou disposto à luta e convido todos aqueles que também estejam a votar ciente que o que queremos depende de nosso esforço. Não podemos transferir a qualquer direção sindical que seja aquilo que é intransfirível, ou seja, nossa luta. Exceto claro se não queremos lutar!

Ao sindicato, solicito a publicação deste ponto de vista em resposta ao ponto de vista de nossa colega pela manhã do dia 21/12/2009.

Aos meus colegas AFRE´s pós 2004 peço a gentileza de transmití-lo ao grupo liberdade de expressão e demais grupos existentes.

Espero que esse texto sirva para reflexão durante votação do dia 21/12/2009 às 14:00 para juntos decidirmos o rumo de nosso movimento!

Abraço a todos,