RÁDIO AMÉRICA
22 de fevereiro de 2006


JÚLIO BARANDA: Fiscais do estado de Minas Gerais estão fazendo uma mobilização na porta da Secretaria de Estado da Fazenda. Eles reivindicam aumento salarial. Eu converso agora com Lindolfo Fernandes de Castro, que é o presidente do SINDIFISCO-MG. Lindolfo, o Estado pulou para segundo maior arrecadador de ICMS do país e o salário de vocês, de acordo com avaliação do Sindicato, é o 19º hoje no país.

LINDOLFO: Nosso salário hoje é o 19º comparado com os Fiscos do país e o que estamos vendo é que Minas Gerais virou escola. Para você ter uma idéia, dos 200 fiscais que passaram nesse último concurso da SEF/MG, 60 não vão assumir porque passaram no concurso da Receita Federal, Amazonas e Banco Central.

Nós estamos aqui hoje reivindicando, protestando e dizendo que nós não aceitamos ser discriminados. Porque o governo está querendo encaminhar nossas tabelas - que ainda não foram encaminhadas para a Assembléia - com impacto zero, enquanto que a fiscalização, durante esse período, aumentou a receita no governo Aécio mais de 45%, acima da média nacional.

O governo elogia a fiscalização a todo o momento, mas nós queremos mais do que elogios, nós queremos reconhecimento de fato, nós queremos recomposição salarial e nós não aceitamos a discriminação. Nós queremos, inclusive, continuar combatendo a sonegação, ao invés de termos que ficar aqui protestando para ter recomposição de salário.

É por isso que nós estamos aqui, hoje, dizendo que a categoria está com disposição para luta e para mobilização e que nós não vamos aceitar discriminação.

JÚLIO BARANDA: De acordo, ainda, com Lindolfo Fernandes de Castro, este é o início da mobilização, que pode findar com uma greve por tempo indeterminado.