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INFORME SINDIFISCO-MG
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Nº 214 |
22 de novembro de 2010 |
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Em
representação ao MP, deputados da oposição questionam uso abusivo
de leis delegadas
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SINDIFISCO-MG
e Sindpol/MG também assinam documento
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Os
deputados eleitos Rogério Correia, Paulo Lamac e Ulysses Gomes, elaboraram
representação ao Ministério Público condenando a delegação legislativa solicitada
pelo governador Antonio Anastasia, para promover uma nova reforma administrativa
no Estado. SINDIFISCO-MG e Sindpol/MG também assinam a representação.
Os
autores do documento ressaltam que o pedido do governador afronta os princípios
básicos da democracia, na medida em que exclui do processo de construção
do Estado que regulará a vida de todos os cidadãos mineiros, a sociedade,
representada por seus parlamentares legitimamente eleitos, e os servidores
estaduais. Ao final, reivindicam a retirada, do mundo jurídico, da delegação
legislativa, por ser inconstitucional e ilegal, de forma a restabelecer a
ordem jurídica e o Estado de Direito em sua plenitude.
A
representação ao Ministério Público foi protocolada nessa
segunda-feira, 22 de novembro, pelo deputado Rogério Correia,
acompanhado pelo SINDIFISCO-MG, Sindpol/MG
e Sind-UTE/MG. A entrega do documento teve cobertura de vários órgãos
de Imprensa de Minas.
Além do documento coletivo mencionado, os sindicatos estão produzindo representações
individuais ao Ministério Público, em que questionam o pedido do governador
e reforçam a pressão para que o Judiciário interfira na questão. O SINDIFISCO-MG está entrando
com representação em que ressalta que, no âmbito realmente democrático, todas
as solicitações do governador expostas na Mensagem 552/2010 deveriam ser apreciadas
pela ALMG, debatidas com a sociedade e votadas pelo Legislativo estadual. O
Sindicato chama atenção, ainda, para o fato de que não há, no Estado, nenhuma
situação verdadeiramente emergencial que justifique e autorize a edição de
lei delegada ao governador.
Vale lembrar que as leis delegadas editadas pelo Executivo mineiro no período
de 2003 a 2007, sem nenhuma discussão com o funcionalismo estadual, foram muito
ruins para a Fazenda, mexendo na estrutura da Secretaria (ausência de subordinação
das AFs às DFs, entre outros), gerando desarticulação entre unidades e produzindo
outros efeitos negativos, sofridos ainda hoje pelos servidores.