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INFORME SINDIFISCO-MG
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Nº 213 |
19 de novembro de 2010 |
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SINDIFISCO-MG
participa de seminário em Pernambuco
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Representantes
dos Fiscos estaduais trocaram experiências durante o evento
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O
governo de Pernambuco está copiando o modelo de gestão implementado pelo
governo de Minas Gerais, com uma passagem do INDG também por aquele Estado.
Em consequência, o Fisco de Pernambuco vem enfrentando problemas semelhantes
aos do Fisco mineiro, com excesso de tarefas, Ordem de Serviço (OS) e a possível
introdução de avaliação de desempenho dos servidores baseada em critérios
subjetivos, entre outros.
Convidado a relatar a experiência mineira, o presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, esteve no dia 9 de novembro, em Pernambuco, onde participou de seminário promovido em parceria pelo Sindifisco/PE e pelo Grupo Executivo de Ação Fiscal (Geaf). A proposta do evento, que teve como tema “Responsabilidade na execução de tarefas e produtividade do AFTE”, foi debater as condições de trabalho no setor, com foco, sobretudo, na discussão prévia sobre a distribuição e conceituação de tarefas.
Além de Minas Gerais, relataram as experiências e características peculiares de cada Estado, representantes do Rio Grande do Sul e do Ceará. O convite aos palestrantes partiu da necessidade do Fisco de Pernambuco de conhecer as experiências de outros Estados, utilizando-as posteriormente como subsídio nas discussões com o governo daquele Estado.
Em relação ao SINDIFISCO-MG foi, também, um reconhecimento da postura e atuação crítica do Sindicato em questões ligadas diretamente ao Fisco e em outras de interesse amplo para a sociedade, como a quebra de sigilo fiscal, a análise das contas públicas do Estado e o “choque de gestão”. Como Sindicato Cidadão, o SINDIFISCO-MG vem fomentando e subsidiando debates sociais, contribuindo com informações, dados e análises. O trabalho do Sindicato tem repercutido positivamente entre diversos públicos e despertado o interesse de várias entidades representativas de servidores. É o caso, por exemplo, do Sindifisco-PE, que irá reproduzir e distribuir, naquele Estado, 2.500 exemplares da revista “A verdade sobre o “choque de gestão em Minas”, editada pelo SINDIFISCO-MG.
Durante
o seminário em Pernambuco, o presidente Lindolfo de Castro explicou os problemas
enfrentados pelo Fisco de Minas a partir da contratação do INDG, em 2003,
relatando a luta dos auditores fiscais mineiros contra a ação do governo
de instalar uma empresa de consultoria privada na SEF/MG para atuar no planejamento
fiscal, com livre acesso a dados fiscais e informações sigilosas de contribuintes.
Sobre a avaliação de desempenho, o presidente do SINDIFISCO-MG ressaltou que é um instrumento copiado da iniciativa privada e que, da forma como está estruturada, não se aplica ao serviço público, onde o trabalho possui características específicas. Lindolfo de Castro criticou os critérios subjetivos que orientam a avaliação, ressaltando que o Fisco de Minas sempre se posicionou contrário a esse instrumento.
Em relação à Ordem de Serviço, o presidente do SINDIFISCO-MG fez uma contextualização dos últimos movimentos reivindicatórios do Fisco mineiro e observou que as últimas mudanças na OS foram, muitas das vezes, motivadas pela intenção do governo de retaliar esses movimentos. Explicou que, com a instituição do Progepi, hoje a Ordem de Serviço é utilizada basicamente para atender exigências do Código de Defesa do Contribuinte. Lindolfo de Castro aproveitou a menção ao Progepi para tecer duras críticas ao projeto, “que retira a autonomia do fiscal e o desvia de sua atividade-fim – o combate à sonegação – tornando-o simples tarefeiro”.