| INFORME
SINDIFISCO-MG |
Nº 175 |
3 de setembro de 2010 |
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INDIGNAÇÃO
E REVOLTA COM O PROGEPI MARCAM PLENÁRIA DO V Conefisco
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Evento
se encerra com indicativo de realização de AGE
e marcha pela extinção do projeto
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A
Plenária do V Conefisco, realizada na tarde de quarta-feira
(1º), marcou o encerramento do congresso e resultou no indicativo
de realização de assembleia geral ordinária, seguida
de uma marcha pela extinção do Progepi, com percurso
pelo Centro de Belo Horizonte. No início da Plenária
a diretoria discutiu rapidamente algumas questões levantadas
durante o congresso e manifestou intenção de produzir
uma carta a ser encaminhada antes das eleições aos candidatos
ao governo de Minas. Em seguida, propôs aos participantes que
fossem discutidas algumas questões importantes da agenda de
lutas da categoria:
Reposicionamento –
O presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, fez um
breve relato da situação a partir do dia 30 de junho, quando
o governo editou o decreto alterando para pior as regras de reposicionamento
dos servidores e citou a realização do ato público de
protesto do funcionalismo estadual, em 13 de julho. Lindolfo de Castro mencionou
o parecer encomendado pelo governo à Advocacia Geral do Estado e explicou
que, na avaliação das lideranças, a decisão de
não pagar o reposicionamento em 2010 era política e, não,
jurídica, o que acabou se confirmando mais tarde. Por essa razão,
explicou o presidente, as entidades que compõem a Coordenação
Intersindical avaliaram que o pagamento não deveria ser reivindicado
judicialmente e o enfrentamento deveria prosseguir na linha da pressão
política.
Entretanto, segundo relatou, pouco tempo depois, o presidente do Sindipúblicos
acabou entrando com uma ação na Justiça, que determinou
o pagamento do reposicionamento. A secretária Renata Vilhena anunciou,
então, a intenção do governo de estender o pagamento a
todas as categorias, com vencimento no contracheque de outubro (a ser recebido
em novembro). O presidente do SINDIFISCO-MG contou que, no dia da abertura
do V Conefisco, recebeu um telefonema do secretário-adjunto Pedro
Meneguetti confirmando o pagamento.
Em relação à alteração do artigo que trata
dos auditores fiscais, informou que a diretoria havia sido convocada para uma
reunião com a Seplag e a SRH, ocasião em que o governo apresentaria
sua interpretação do decreto. (A reunião foi realizada
no dia seguinte à Plenária. A posição do governo
foi analisada pelo SINDIFISCO-MG no Informe
173 e no Comunicado
58).
Progepi – “Desistimos
das conversas com o governo em relação ao Progepi,
porque chegamos à conclusão de que não
vamos chegar a lugar nenhum”, declarou a diretoria ao introduzir
a discussão do tema. O presidente do SINDIFISCO-MG observou
que, em todos os contatos com a Administração,
essa demonstrou concordar com as críticas ao projeto
apresentadas pelo Sindicato e chegou, inclusive, a se comprometer
a realizar algumas alterações. Isso, entretanto,
não ocorreu, uma vez que nada foi alterado na legislação,
restringindo-se ao discurso.
A diretoria explicou que, diante do impasse, decidiu convocar uma reunião
do CDA em 19 de agosto, durante a qual os auditores decidiram prosseguir com
o enfrentamento na linha de não baixar e não alimentar o sistema
Progepi. Informou, ainda, que irá percorrer o maior número possível
de unidades fiscais, para conversar com os colegas e mostrar que esse é um
problema que precisa ser enfrentado coletivamente e que, para tanto, é preciso
avaliar a disposição das pessoas em participar da luta. “A diretoria
vai se desdobrar para tentar resolver isso, mas a categoria também tem
que participar. Nessa situação de aparente normalidade que estamos
vivendo, com os auditores tendo algum aumento de salário, é comum
as pessoas se acomodarem. Só quando tiver algum corte de salário é que
o colega irá perceber a gravidade da situação. Já sabemos,
inclusive, de casos de superintendentes que estão procurando saber porque
os fiscais de determinada unidade estão com menos pontos do que o de
outras”, alertou.
Propondo uma reação coletiva e indignada ao Progepi, um dos participantes
acrescentou: “As palestras que ouvimos aqui devem aumentar a reflexão
sobre a nossa carreira. Muitos palestrantes vieram aqui e falaram da nossa
força e, nós mesmos, não sabemos da nossa força.
O Progepi coloca em jogo o futuro da nossa carreira. Nós estamos perdendo
não é só a nossa dignidade e a Gepi, mas a finalidade
da nossa atividade. A vida não é só dinheiro, a vida é respeito.
Que moral teremos com o contribuinte se aceitarmos isso?”.
Um outro auditor fiscal propôs que os colegas passem a protocolar os
relatórios de trabalho, como mais um ato de resistência ao Progepi. “Tenho
certeza de que lá, nas nossas DFs e DFTs, podemos influenciar os rumos
de nosso movimento. E duvido que, com os relatórios protocolados, a
Administração teria coragem de cortar salários dessa categoria.
Nós somos os principais personagens dessa história e dela não
podemos abdicar. Se uma categoria não ousa resistir num momento como
esse, quando ferem os seus princípios mais sagrados, então ela
não merece continuar”.
Marcha
dos 300
O vice-presidente do SINDIFISCO-MG, Christiano Andreata, lembrou aos participantes uma declaração feita pelo representante do Sindicato do Fisco do Rio Grande do Sul durante o V Conefisco. Ao comentar a recente aprovação da Lei Orgânica do Fisco em seu Estado, Carlos Alberto Agostini atribuiu a vitória à luta e persistência da categoria fiscal, que se manteve unida e coesa em torno desse objetivo. Ao mencionar o episódio, a diretoria propôs a realização de uma marcha contra o Progepi com, no mínimo, 300 participantes, que percorrerá a região central de Belo Horizonte denunciando à sociedade os riscos do projeto. Um auditor fiscal sugeriu a realização de uma AGE antes da marcha, sugestão aprovada como indicativo pelos participantes. A participação da categoria na Marcha dos 300 funcionará como um termômetro da real disposição do Fisco mineiro de lutar para que a extinção do Progepi deixe de ser uma reivindicação e se transforme em fato. |
Exclusão
dos apostilados (ativos e aposentados) do reajuste de 10% – Ao
comentar a evolução das despesas de pessoal e encargos
sociais em Minas, a diretoria do SINDIFISCO-MG mencionou o
reajuste de 10% nas tabelas salariais falou da injustiça cometida
com os apostilados, que ficaram sem o reajuste. “Essa é uma
tática do governo, de cada vez mais criar gratificações
que só contemplam os atuais ocupantes de cargo comissionado”,
criticou.
Prisão
de auditor em Nova Serrana – A diretoria do SINDIFISCO-MG mencionou
o episódio ocorrido em Nova Serrana, envolvendo a prisão
de um auditor fiscal por dois policiais militares, numa situação
com claros indícios de abuso de autoridade, e informou
a atuação do Sindicato. “É lamentável
o ocorrido, um absurdo. Esse episódio evidencia a necessidade
de garantir a segurança jurídica de nossa carreira.
Tem que haver uma reação. Quando o poder público é atacado
e não reage, ele vira refém. O Sindicato deu
todo apoio jurídico ao colega, pressionou a SEF/MG para
a apuração rigorosa dos fatos e está atento”,
declarou o presidente Lindolfo Fernandes de Castro.
A diretoria do SINDIFISCO-MG encerrou
a Plenária agradecendo e parabenizando a participação
dos auditores. “Foram três dias extremamente produtivos.
Esse tipo de evento é uma oportunidade de discutirmos
nossos assuntos de forma mais tranqüila. É um clima
fértil e produtivo e temos a certeza de que todos saímos
daqui mais bem informados e mais fortalecidos em nossas lutas”.
Em Tempo – Muitos
colegas não puderam comparecer ao V Conefisco devido à pressão
velada ou explícita de algumas chefias que, segundo
relataram, afirmaram que não liberariam o ponto e fizeram
exigências diversas, tais como compensação
de horas e comprovação de presença no
evento. Uma postura desrespeitosa e contraditória, considerando
que o secretário Leonardo Colombini e o secretário-adjunto
Pedro Meneguetti já haviam confirmado a liberação,
sem qualquer empecilho à participação
da categoria, tendo os dois, inclusive, participado da abertura
do congresso. Dessa forma, a diretoria do SINDIFISCO-MG manifesta
sua moção de agravo ao comportamento anti-classista
desses falsos colegas, que pode se configurar até como
assédio moral.