INFORME SINDIFISCO-MG

Nº 148

10 de agosto de 2010

 
COORDENAÇÃO INTERSINDICAL SE REÚNE COM CANDIDATA AO GOVERNO DO ESTADO VANESSA PORTUGAL
Entidades sindicais entregam propostas do funcionalismo à candidata e reivindicam que essas sejam inseridas no seu programa de governo

A candidata ao governo de Minas Vanessa Portugal (PSTU) se reuniu, na tarde de hoje (10), na sede do SINDIFISCO-MG, com representantes de entidades que compõem a Coordenação Intersindical. Assim como aconteceu no encontro da Intersindical com o candidato Hélio Costa, os servidores entregaram à candidata as propostas do funcionalismo estadual e reivindicaram que essas sejam incorporadas ao seu programa de governo. A reunião teve cobertura da Rede Globo de Televisão, com provável exibição no sábado (14/08), no jornal MG TV.

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Entre as propostas do funcionalismo estão:

Concurso público em todas as áreas do serviço público do Estado e fim da terceirização;
Recomposição das tabelas salariais dos servidores públicos com reajuste anual;
Fortalecimento do Ipsemg, com atendimento médico hospitalar em todo o Estado;
Reestruturação das carreiras com a diminuição do tempo de promoção por escolaridade dos servidores novatos;
Cumprimento das leis, inclusive de carreiras, e medidas preventivas para solução administrativa dos conflitos oriundos da relação de trabalho;
Garantia de paridade entre os servidores ativos e inativos;
Revisão do modelo de avaliação de desempenho individual;
Descentralização da gestão do governo e fim da Gratificação Temporária Estratégica (GTE);
Aumento do número de diretores sindicais liberados;
Defesa da receita própria do Estado com controle mais transparente e rígido sobre a concessão de benefícios fiscais e fim dos benefícios que não atendem aos interesses sociais.

Depois de relatar à candidata as propostas do funcionalismo, o presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, fez uma análise do contexto econômico nos últimos anos do governo Aécio, evidenciando o arrocho salarial imposto aos servidores, com prejuízos ainda maiores aos aposentados. “Todo mundo teve arrocho, mas, a questão dos aposentados é ainda mais dramática”, ressaltou.

Ao analisar as contas públicas do Estado, de 2002 a 2009, o presidente do SINDIFISCO-MG mostrou que o choque de gestão foi feito, basicamente, em cima de três pontos: receita com crescimento bem acima da inflação (130% para uma inflação em torno de 50%), redução dos gastos sociais e arrocho salarial do funcionalismo estadual. Sobre o crescimento da arrecadação, ressaltou que esse se dá independentemente de qualquer governo, devido à estrutura e à eficiência da máquina administrativa e de seus servidores públicos, além de outros fatores, como o crescimento econômico etc.

O presidente do SINDIFISCO-MG teceu duras críticas à concessão de benefícios fiscais pelo governo do Estado, sem nenhum retorno social, destacando a falta de controle e transparência na mesma. Em seguida, os representantes sindicais apresentaram à candidata as propostas específicas de cada categoria.