| INFORME
SINDIFISCO-MG |
Nº 138 |
14 de julho de 2010 |
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AFREs
DA CAPITAL E DO INTERIOR PARTICIPAM DE ATO PELO REPOSICIONAMENTO
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Manifestação
uniu diversas categorias do funcionalismo estadual
para protestar contra calote do governo
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Mais
uma vez, os servidores públicos do Estado percorreram as ruas
de Belo Horizonte para reivindicar que o governo cumpra os compromissos
firmados com o funcionalismo. A manifestação de ontem
(14), organizada pelas entidades que integram a Coordenação
Intersindical, dentre elas o SINDIFISCO-MG, tinha o objetivo
de exigir o pagamento imediato do reposicionamento dos servidores.
A diretoria do SINDIFISCO-MG parabeniza os colegas que, vestindo o colete vermelho com as reivindicações da classe fiscal, participaram da manifestação, dando exemplo de atuação dos fiscais nas questões de interesse coletivo dos servidores. Desde o agendamento do ato, a diretoria mobilizou os colegas, por meio de envio de mala direta, informes e cartazes para as unidades, além de visitar as DFs BH 1, 2, 3 e 4, a DFT BH e a DF Comércio Exterior, para mobilizar a categoria.
Durante a concentração na Praça Afonso Arinos, lideranças das entidades dirigiram falas ao público presente, sendo que todos destacaram que o reposicionamento dos servidores já estava regulamentado em lei e decreto muito antes da data de proibição da lei eleitoral.
O presidente do Sindicato, Lindolfo Fernandes de Castro, iniciou fala destacando que o protesto dos servidores não era apenas por causa da decisão do governo de não pagar o reposicionamento, mas também contra o choque de gestão.
“Esse choque de gestão é uma política de retirada de direitos históricos dos servidores e só atende a interesses econômicos, enquanto ignora as necessidades da sociedade. O governo reduz os gastos com o funcionalismo, que atende a população em serviços essenciais, como educação, saúde e segurança, mas abre mão de receita, que é dinheiro público, concedendo benefícios tributários a grandes empresas, sobretudo a mineradoras e siderúrgicas, pois essas foram as principais financiadoras das campanhas eleitorais desse governo, em 2002 e 2006. Sabe quanto você paga de ICMS em sua conta de luz? O trabalhador paga 30% de ICMS, o que representa 42% do serviço prestado. E sabem quanto as mineradoras pagam de ICMS? Apenas 0,01% do faturamento”, declarou.
Ele
salientou que a decisão de não pagar o reposicionamento é política,
além de ser mais uma quebra de compromisso do governo de Minas
com os servidores e, consequentemente, com a sociedade: “O parecer
da Advocacia Geral do Estado é uma desculpa conveniente para
o adiamento, do adiamento, do adiamento do reposicionamento”.
A palavra de ordem “Reposicionamento já” foi proclamada, várias vezes, pelo presidente do Sindicato, e repetida em coro pelos participantes do ato. Durante o percurso dos manifestantes até a Praça 7, o SINDIFISCO-MG entregou panfleto informativo à população.
Também estiveram presentes figuras políticas de destaque do Estado, como Nilmário Miranda, Padre João, Rogério Correia e Vanessa Portugal, além de representantes de outras entidades, como a Conlutas e a Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (Ames). O presidente da Ames, Gladston Reis, afirmou que diversos segmentos da sociedade apoiam as denúncias feitas pelos servidores estaduais: “Nós, jovens, também estamos sofrendo com os efeitos do choque de gestão. É absurdo ver a Regina Case na televisão fazendo propaganda para eles. Se ela viesse aqui, nas escolas, veria que a realidade é outra. O governo de Minas não investe em seus servidores e, com isso, nós jovens não temos educação e cultura de qualidade”.