| INFORME SINDIFISCO-MG
|
Nº 10 |
4 de fevereiro de 2010 |
|
DEBATES
PREPARAM LUTAS DO SINDICATO PARA 2010
|
Indignação
com distorções do Decreto de Reposicionamento
e com o Decreto da Gepi (meta atividade) marcou reunião
nas DFs BH 1, 3 e 4
|
Em
continuidade ao processo de debates com a categoria nas unidades
fiscais, a diretoria do SINDIFISCO-MG, representada pelo
presidente Lindolfo Fernandes de Castro, pelo vice-presidente Christiano
dos Santos Andreata e pelo diretor Hugo Souza Sena Filho, se reuniu,
na tarde de ontem (3), com os Auditores Fiscais das DFs BH 1, 3
e 4. Na pauta, a formação da agenda de lutas 2010
do Sindicato, com a discussão sobre reposicionamento, Decreto
Gepi (meta atividade), piso salarial e outros assuntos de interesse
da categoria.
“Queremos, hoje, trazer informações sobre como andam as questões que mais têm nos preocupado – remuneração (piso salarial, paridade e correção do vencimento básico), reposicionamento e alterações na apuração da Gepi –, ouvir a opinião e as sugestões de vocês sobre como deve ser a luta do Sindicato a partir de agora”, destacou o presidente da Entidade no início da reunião.
Reposicionamento
A maioria dos colegas demonstrou indignação com as distorções
do Decreto 45.274, publicado em 31 de dezembro de 2009 e que regulamentou o
art. 9º da Lei 16.190/2006. O sentimento geral manifestado durante a reunião é de
não aceitar essas injustiças.
O presidente do SINDIFISCO-MG apresentou três alternativas de encaminhamento da luta da categoria em relação a esse tema: “a primeira linha seria a concentração de esforços para lutar pela correção das distorções; a segunda, a tentativa de retirada da categoria do decreto; e a terceira, deixar o decreto como está e lutar no âmbito judicial”. Frisou, ainda, que a posição mais adequada na visão da diretoria é a luta pela correção das distorções, sobretudo no que tange à inclusão dos não contemplados. “A linha da diretoria é de ampliar direitos e não piorar a vida de alguns colegas”.
Lindolfo de Castro também informou que a SEF/MG está analisando dados detalhados sobre o número de Auditores atingidos pelas distorções provocadas pelo decreto e deverá chamar o Sindicato para reunião após esse estudo, a fim de verificar possíveis mecanismos de correção. Acrescentou que a Assessoria Jurídica do SINDIFISCO-MG já está estudando as ações cabíveis para contestação judicial do decreto em momento oportuno.
A diretoria do Sindicato ressaltou que qualquer mudança substancial no Decreto dependerá de mobilização da categoria e, tendo em vista que a SEF/MG já reconheceu que o Decreto apresenta distorções, a diretoria também entende que é necessário que a Fazenda se posicione oficialmente sobre como ficará a redação final do Decreto, para que, após o posicionamento final da SEF/MG, o Sindicato possa tomar as medidas cabíveis.
Decreto
Gepi (meta atividade)
Outra preocupação explicitada foi em relação ao
Decreto nº 45.237, de 4 de dezembro de 2009, que regulamenta a atribuição
e o pagamento da Gepi. A diretoria alertou para os impactos desse decreto no
trabalho e na remuneração do Auditor Fiscal, ressaltando que
também em relação a essa questão, somente com a
luta da categoria será possível reverter tais efeitos. Informou,
ainda, que já está agendada reunião com a Sufis para tratar
desse assunto e assim que ocorrer a reunião, as informações
serão disponibilizadas para a categoria.
O presidente salientou que foram identificadas graves ameaças à autonomia dos Auditores Fiscais e, também, a possibilidade real de perda salarial.
“Essa será uma luta que vai demandar muitos esforços de nossa parte, não podemos deixar que usem a Gepi para nos ameaçar, coagir e controlar”, enfatizou o presidente do SINDIFISCO-MG.
Piso
Salarial
A diretoria apresentou para debate sua proposta de luta pela recomposição
do piso salarial, que é a criação de um valor mínimo
de remuneração do Auditor Fiscal, calculado a partir do valor
da Gepi. Após exposição da proposta por Lindolfo de Castro,
o vice-presidente do Sindicato, Christiano Andreata, defendeu a estratégia
de luta elaborada pela diretoria.
“É o momento de atacar de frente as desigualdades na carreira e, para isso, a proposta de atrelar o piso à Gepi é hoje a mais viável, pois todos os Auditores Fiscais, ativos ou aposentados, lutariam pela mesma rubrica, a Gepi, e ninguém precisaria abrir mão de qualquer vantagem pessoal”, afirmou o vice-presidente do SINDIFISCO-MG, Christiano Andreata.
Paridade
O presidente informou que a diretoria entende que a transformação
da conta reserva em Gepi é prioridade, pois contempla o aposentado e
torna a remuneração mais segura.
AGE
Durante a reunião, foi comunicado que está prevista a realização
de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para debate e deliberação
dessas questões, bem como a definição das estratégias
de mobilização, o mais breve possível, após a realização
de reuniões nas principais unidades do Estado.
|
As reuniões continuam: na manhã desta quinta-feira, a diretoria do SINDIFISCO-MG iniciou as visitas às unidades fiscais do interior do Estado. |