INFORME SINDIFISCO-MG
Nº 293

8 de outubro de 2009

 

 
SERVIDORES PROTESTARAM ONTEM CONTRA DEFASAGEM SALARIAL
SINDIFISCO-MG apóia manifestação e denuncia cortes nos investimentos sociais em Minas

No dia em que o Estado começou a pagar o bônus por produtividade a 300 mil servidores da administração pública direta e indireta do estado, diversas categorias do funcionalismo promoveram, na tarde de ontem (7) em Belo Horizonte, atos públicos de protesto contra a defasagem salarial.

Os servidores públicos reivindicam o que os auditores fiscais vêm reivindicando há onze meses: recomposição salarial numa perspectiva de segurança na remuneração.

“Prêmio não é uma maneira adequada do Estado remunerar o servidor e representa uma quebra da paridade em instituições seculares, tais como a Policia Civil, a Fazenda e outras. A paridade sempre foi considerada um item fundamental na carreira, um estímulo de permanência no serviço público”, avalia a diretoria do SINDIFISCO-MG.


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Mais de 850 policiais civis, inclusive do interior, fizeram manifestação na Praça da Liberdade, em frente ao palácio do governo, para reivindicar direitos trabalhistas e definir os próximos passos do movimento de greve. Foi criada a Comissão Organizadora do Estado de Greve, que irá coordenar uma redução gradual de produtividade nas delegacias de todo o Estado até a paralisação total. A categoria definiu uma paralisação de 24 horas no próximo dia 16; até lá a Polícia Civil só vai atender ocorrências de flagrante e cumprimento de prisão. Boletins de ocorrência, emissão de carteira de habilitação e outras atividades não serão realizadas.

No mesmo horário, diversas categorias do funcionalismo realizaram ato público na Praça Afonso Arinos, no centro de Belo Horizonte, seguindo em passeata até a Praça da Liberdade para juntar-se à manifestação dos policiais civis. Os servidores públicos reivindicam aumento salarial real.

Em apoio às reivindicações dos servidores, o SINDIFISCO-MG distribuiu, durante a realização dos atos nos dois locais, os panfletos “Em nome da crise”, denunciando os cortes do governo de Minas em investimentos sociais de cerca de R$ 450 milhões ao ano, no custeio para saúde, educação, moradia e segurança, enquanto crescem as despesas com pagamento da dívida e gastos com propaganda oficial.

Anastasia já admite defasagem salarial, mas condiciona reajustes ao aumento da arrecadação

O governador em exercício, Antonio Anastasia, classificou as manifestações dos servidores públicos como “naturais”, reconhecendo que, apesar dos esforços do governo, “algumas categorias têm defasagens maiores que as outras”. Ele ressaltou que o Estado agirá dentro dos limites da lei orçamentária e da disponibilidade do Tesouro, condicionando os futuros reajustes à elevação da receita. “Com o aumento da arrecadação é que fazemos projetos e concedemos reajustes. Sempre com o aumento na arrecadação”, afirmou Anastasia.

Confira no jornal Hoje em Dia, a entrevista com Anastasia

Campanha Salarial 2009: OPORTUNIDADE A GENTE CRIA!
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