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INFORME SINDIFISCO-MG
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Nº 202 |
| 22 de julho de 2009 |
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ATO
PÚBLICO NA DF BH
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Categoria
critica ausência do governo na IV Plenafisco
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Os
auditores fiscais das DFs BH (1, 3 e 4) se reuniram na manhã de
ontem (21), pela manhã, para mais um ato público da Campanha
Salarial. A presença de um carro da Polícia
Militar próximo ao local da manifestação chamou
a atenção dos participantes e deixou a pergunta no ar: “estaria
ele ali por causa do ato público?”.
Entre as
manifestações predominaram os comentários sobre
a IV Plenafisco, com críticas à ausência
do governo estadual e elogios à qualidade dos debates e à oportunidade
de encontro com representantes do Fisco estadual de todo o País.
O presidente do SINDIFISCO-MG, Matias Bakir, ressaltou
o acerto na escolha do tema – “Autonomia da Administração
Tributária: uma nova concepção de Estado” – observando
que o evento aconteceu justamente na semana em que a então secretária
da Receita Federal, Lina Maria Vieira, foi demitida, colocando em evidência
a discussão sobre as ingerências políticas e a falta
de autonomia do Fisco.
Uma auditora fiscal destacou o contundente discurso de abertura do presidente
do Sindicato, com uma análise “franca e aberta” dos oito meses de
paralisação e fez um contraponto com a fala do subsecretário
Pedro Meneguetti que, segundo ela, “por não ter nada a dizer”, citou
os limites impostos pela LRF para justificar as medidas adotadas pelo governo.
Mais de 50 auditores fiscais, presentes no ato, discutiram também o ofício nº 686/09 do subsecretário, preponderando a opinião de que a posição explicitada na correspondência está equivocada e não considera a real disposição e mobilização do Fisco mineiro.
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Veja,
a seguir, outras manifestações registradas durante
o ato público.
“É preciso
ir contra esse neoliberalismo, não se deve lutar
só pelo salário. Uma coisa que aprendi na
Plenafisco foi que a nossa luta contra a desvalorização
do Fisco, em todo o País, em todas as esferas federativas,
passa pela crítica à visão do papel
do Estado, do Fisco. Que é preciso nos envolvermos
mais nos fóruns políticos para criticar a
visão neoliberal de Estado, que acaba favorecendo
os grandes contribuintes e prejudicando os pequenos, agravando
a injustiça fiscal e a desigualdade social. Cabe
ao Fisco alertar e esclarecer a sociedade contra esta situação
de injustiça social”.
“A
Plenafisco foi muito enriquecedora e eu destacaria a fala do Patrus.
Foi também muito positivo o encontro com representantes do Fisco
estadual de todo o País, podermos verificar realidades boas
como a de Santa Catarina e ruins como o a de Minas Gerais”.
“Devemos
nos organizar como entidades civis contra o avanço
do neoliberalismo, que não funciona, pois fica tudo
em cima do povo – telecomunicações, combustível,
energia elétrica – enquanto se desoneram os grandes
contribuintes. Sem conscientização política
seremos empurrados e a cada vez perderemos mais. Não
estamos sozinhos, todos os Estados estão conscientes
da importância da Fiscalização como
carreira típica de Estado”.
“Devemos
refletir seriamente sobre a presença de deputados
federais, ministro, secretário de Fazenda de outro
Estado e nenhuma autoridade do Fisco mineiro”.
Em Tempo Durante o ato foram lidas a Carta de BH e a Moção em Apoio ao Fisco Estadual de Minas Gerais, publicadas na Imprensa mineira (Estado de Minas, edições de 18 e 19 de julho, respectivamente) e assinadas por todas as entidades representativas dos Fiscos estaduais e distrital presentes à IV Plenafisco. |