| INFORME
SINDIFISCO-MG |
Nš 68 |
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CDA
REUNIDO DECIDE POR AGE NO DIA 15 DE MAIO
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| Unidade e construção de projeto concreto da categoria |
“Visitar, esclarecer, ouvir e conduzir o processo de debate”. Com essas palavras o presidente do SINDIFISCO-MG, Matias Bakir Faria, resumiu a pauta de trabalho dos quatro primeiros meses de gestão da atual diretoria, na abertura da 2ª Reunião do Conselho Deliberativo Ampliado (CDA), realizada no dia 29 de abril, com a participação de 51 auditores fiscais (representantes, interlocutores e colegas) de diversas regiões do Estado.
“Estamos trabalhando para crciar uma identidade da categoria, migrando de um espaço comum para a área reservada a nós pela Constituição Federal, como carreira típica de Estado”, ressaltou Matias Bakir. O presidente destacou, ainda, os esforços para tornar o Sindicato um espaço de debate, onde o importante é a discussão, de forma que a categoria saia fortalecida.
Nesse sentido, a diretoria afirmou que é fundamental que a categoria reverta o sentido da reforma administrativa, iniciada em 2003 pelo governo Aécio Neves, cujo foco era o ajuste fiscal através da redução da folha de pagamento, com o objetivo de retirar direitos, tornar a remuneração mais insegura e dividir a categoria. Entre outras medidas, o governo criou o prêmio de produtividade, aumentou significativamente a conta reserva e aprovou um plano de carreira onde todos os servidores foram posicionados em posição abaixo da antiga carreira, e os fiscais que ingressaram em 2005 e 2006 posicionados numa estrutura de tabela onde os dois primeiros níveis são iguais, eliminando-se para eles os efeitos da primeira promoção.
Para consolidar as medidas anteriores o governo
publicou, recentemente, o Decreto da escolaridade, que traz o reposicionamento
de alguns servidores da
ativa. “É mais uma medida que busca nos dividir e nos enfraquecer
como carreira”, avaliou a diretoria, que ainda destacou a importância
de contrapor a essa medida uma outra proposta, da categoria, que contemple
os princípios abaixo.
União da categoria – Esse princípio, na verdade, baliza
todas as ações do Sindicato e não apenas o enfrentamento
do Decreto. A idéia é sempre trabalhar com a unidade e a união
da categoria como base para a construção das propostas da categoria.
Redução das desigualdades – A ameaça a nossa
identidade como categoria acabou se tornando um dos nossos pontos mais frágeis.
Portanto, qualquer iniciativa tem que ser no sentido de reduzir as desigualdades.
Estamos propondo que a categoria não admita qualquer proposta que
implique em aumentar as diferenças, e o Decreto da escolaridade é mais
um exemplo de desigualdade, pois propõe um aumento de R$ 1.600,00
para alguns, e os colegas de 2005 e 2006, mesmo que fossem contemplados,
teriam um ganho de apenas R$ 34,00.
Segurança da nossa remuneração – O direito aos
afastamentos legais, por questões de saúde e descanso remunerado,
como também o direito dos aposentados, encontram-se completamente comprometidos
pela insegurança da nossa remuneração.
Justiça – Temos a convicção de que o que estamos
conquistando para nós é o que é justo e que não
estamos passando nenhum colega para trás. Não podemos, portanto,
aceitar propostas que resultem no aumento das injustiças, como essa,
que altera substancialmente a posição relativa na nossa carreira,
adotando o critério da escolaridade adicional apenas para parte da
categoria.
Ao propor a data para a realização da próxima Assembléia
Geral Extraordinária, a diretoria observou que é fundamental
promover o debate entre colegas das diversas unidades do Estado para se chegar
a uma proposta da categoria.
OPINIÕES
“Não podemos permitir que se crie esse clima artificial de
divisão. Qual é a importância da formação
externa numa carreira como a nossa? Você não aprende a ser fiscal
na escola de sociologia, direito, etc. A carreira tributária, típica, é constituída
por uma cultura própria, acumulada internamente.”
“A AGE não deve se ater à discussão do Decreto,
mas também do que é nossa pauta: remuneração
e atribuições.”
“Temos, antes de tudo, que nos fazer uma pergunta básica:
nós queremos ser carreira típica? Temos que pensar é em
carreira, qualquer outra discussão perde o sentido. É infrutífero
ficar discutindo se o Decreto é bom ou não. Ele só seria
bom se fosse justo.”
“O que tem que
ser feito é a união e isso quem constrói
somos nós. O governo tenta nos dividir, mas a nossa missão é construir
a nossa unidade. E isso a gente consegue reforçando os nossos fóruns
de discussão.”
“É incrível como não conseguimos discutir nada
de maneira democrática, tem gente que até ameaça sair
do Sindicato. Uma AGE tem que discutir tudo o que está provocando
celeuma, discussões: Decreto, remuneração, incorporação,
problemas relacionados a plano de carreira. Todo mundo tem o direito de ser
contra ou a favor do que quiser. Não precisamos criar uma diretoria
paralela para discutir.”
“Essa categoria
me pasma. O Sindicato vem tentando fazer as discussões
e muita gente deixa de vir às reuniões. Não dá para
admitir que as pessoas que defendem o Decreto não venham até aqui
defender o seu ponto de vista. Essa é a categoria fiscal, que não
se discute na sua inteireza. Esse CDA deveria ser representativo de todos,
mas não é. Sou favorável à carreira típica
de Estado, mas temos que ter uma postura de carreira típica de Estado.”
“Em nossa unidade há unanimidade em três entendimentos:
o de que esse não é o momento para discutir reposicionamento,
o de que devemos lutar por recomposição, com incorporação
imediata do plus, e o de que o nível I deve ser eliminado da carreira.
Não há unanimidade quanto a transformar a escolaridade em gratificação.”
“Se falarmos em carreira típica de Estado o resto é inócuo,
inclusive o Decreto. Temos é que criar um subsídio e lutar
por isso. O Decreto é um engodo para os que estão esperando
as letrinhas, quem acha que o problema é data, que se atente para
isso. Quanto ao nível I, vamos ter dois níveis para que? A
nossa realidade é um nível com progressão horizontal.”
“Temos que fortalecer a carreira. Como vamos conseguir um salário
justo se as atribuições estão cada vez menores? Sou
contra promoção sem antes ter a progressão.”
“Esse modelo de reposicionamento vai privilegiar alguns poucos. Eu
tenho quatro pós-graduações, mas não posso ficar
só voltado para o meu umbigo. Aprendi muito com os antigos fiscais. È preciso
respeitar a rubrica do contracheque de cada um. Temos que chegar num modelo
ideal que permita a cada um percorrer a carreira em velocidades diferenciadas,
porque somos diferentes.”
“É muito fácil concordar com as coisas, mas não
podemos ir para a AGE sem conhecer bem o que será discutido, para
decidir com consciência. Devemos fazer a seguinte pergunta: porque
a SEF não faz a promoção geral antes da particular?
Isso é golpe, bem bolado por quem sabe fazer.”
“A nossa carreira é péssima e, com certeza, virão
mais maldades por aí, com as atribuições. A AGE deve
marcar a posição de que a categoria está revendo essa
carreira que está aí.”
“Na nossa época, nós lutávamos para vencermos
com a nossa razão, as razões que a Administração
não tinha.”
“O meu entendimento é o de que a diretoria, ao entrar com
o mandado de segurança, não defendeu parte da categoria, mas
a toda a categoria. Esse Decreto mancha a carreira. Critérios de promoção
têm que ser conhecidos antes por quem está sujeito a eles.”
“O Sindicato pensa no coletivo, o individual é depois. Esse
Decreto fere a dignidade da categoria. Se entrarmos divididos, o governo
vai pisar na gente. Isso é posição individual.”
“Quem defende o Decreto está fazendo isso de modo estratégico,
para depois dizer que a decisão não é representativa
da categoria.”
“Não podemos esquecer que as pessoas favoráveis ao
Decreto são patrocinadas pela Administração. O nosso
inimigo não são os nossos colegas. Temos que privilegiar a
discussão da carreira, as outras perdem a importância.”
“Acho inconcebível estarmos discutindo o Decreto. Vamos discutir
o que é preciso: plano de carreira, de cargo e de salário.”
“Enquanto cada um estiver pensando no seu direito, estaremos na mão
da Administração.”
“O que essa carreira fez foi arrebentar com os novatos e com os aposentados. É importante
que esses dois grupos se unam para lutar contra essa carreira.”
“Temos é que discutir mais a proposta, o Decreto, criar o
clima de discussão.”
“Temos que dar um basta pedindo a exclusão do Decreto, sair
da agenda do governo e montar a nossa própria agenda.”
“Já temos que pensar num Decreto que substitua esse.”
“Essa AGE tem que deliberar em cima de duas coisas: se aceita o que
foi posto, ou se cria outra alternativa.”
Manifestadas todas as opiniões, a diretoria reafirmou sua posição
pela retirada da Fiscalização do Decreto e pela construção
de um adicional na forma de percentual em cima de um símbolo de vencimento.
AS DELIBERAÇÕES
Criação de Grupo de Estudo sobre a Lei Orgânica da Administração
Tributária de Minas Gerais para subsidiar as discussões do próximo
congresso da categoria (IV Conefisco) a ser realizado nos dias 8 a 10 de junho.
Realização de Assembléia Geral Extraordinária
(AGE) no dia 15 de maio, para votação e decisão da categoria
sobre:
Agenda Emergencial – remuneração (incorporações e valor do ponto), fim do nível I;
Decreto de Reposicionamento por Escolaridade Adicional – retirada da carreira de AFRE e apresentação de proposta; adicional específico sobre o vencimento ou aproveitando o artigo 19 da Lei 15.464/05;
Lei Orgânica da Administração Tributária de MG (indicativo).
Ao
final da reunião do CDA, o presidente do SINDIFISCO-MG reafirmou
que a união é um princípio fundamental para nortear
as ações do Sindicato. “A missão é construir
a unidade e isto passa pelo fortalecimento dos fóruns de decisão.
Apesar dos pesares, apesar de alguns colegas insistirem em discussões
paralelas, nós vamos construir um projeto concreto para a categoria”,
finalizou. |
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação
do SINDIFISCO-MG
Jornalistas responsáveis: Valéria Mercadante / Marcela Souza