| INFORME
SINDIFISCO-MG |
Nš 63 |
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DEBATES
SÃO INTENSIFICADOS
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| Reuniões em Governador Valadares e Belo Horizonte |
Dando continuidade à proposta de intensificar o debate nas unidades, a diretoria do SINDIFISCO-MG esteve na quinta-feira passada, 17 de abril, em Governador Valadares, onde se reuniu das 10h30 às 17h, com os colegas da DF local. O encontro também contou com a presença de um representante do Posto Fiscal do município. A diretoria iniciou a reunião expondo o trabalho que vem sendo realizado no sentido de estruturar o Sindicato para atender as demandas da Fiscalização.
A reunião foi retomada no turno da tarde quando a diretoria explicou cada um dos itens do roteiro para discussão, enviado anteriormente aos colegas, e os pontos relevantes do Decreto de reposicionamento por escolaridade adicional. Em seguida, outras três questões importantes foram colocadas em debate pelos participantes: a representação sindical, a pauta de reivindicações da categoria e o ADE. Na avaliação dos representantes do SINDIFISCO-MG, foi uma reunião muito franca, em que temas polêmicos foram tratados de forma transparente e direta, como deve ser a relação entre o Sindicato e seus filiados. A seguir, um resumo de cada um dos três itens discutidos:
Representação
Sindical – os colegas de Valadares abordaram
a questão da confiança da categoria na sua representação
e questionaram como o SINDIFISCO-MG vai trabalhar isso. A diretoria colocou
que é difícil medir o grau de confiança da categoria,
sobretudo nesse momento, de mudança de rumo na condução
do Sindicato. Observou que a aproximação virá naturalmente,
um pouco mais adiante, em função do trabalho realizado e da malha
de representação que o Sindicato pretende construir em todo o
Estado. A diretoria também aproveitou a presença de novatos para
dizer que, se estes não se aproximarem de seu Sindicato, jamais estabelecerão
uma relação de confiança com a entidade que os representa.
A criação da Comissão de Novatos, que se reuniu pela primeira
vez em abril na DF de Betim, certamente ajudará nisso.
Pauta
de Reivindicações – foi discutido pelos participantes
se o Sindicato deve trabalhar em função da agenda do governo
ou estabelecer sua própria agenda. A posição da diretoria,
manifestada aos colegas, é a de que o Sindicato não pode viver
a reboque do governo, trabalhando apenas para corrigir ou aperfeiçoar
algo que já foi determinado pela Administração. Quem deve
estabelecer suas prioridades é a categoria. A Fiscalização
tem conhecimento e histórico de eficiência e precisa se apropriar
disso.
ADE – os participantes quiseram saber do Sindicato qual o encaminhamento
dado ao problema do ADE. A diretoria informou que recentemente foi realizada
na DF Betim, a 1ª reunião com os novatos, exatamente com o intuito
de formar uma Comissão para atuar em parceria com o Sindicato na defesa
dos interesses específicos do grupo. Entre esses, está o ADE,
tema, inclusive, já incluído pelo Sindicato na pauta da reunião
marcada com o secretário-adjunto de Fazenda, Leonardo Colombini, no
próximo dia 28 de abril.
DISCUSSÃO
NA DFT/BH
A reunião na DFT/BH aconteceu no dia seguinte (18) e foi solicitada
pelos auditores da unidade, que desejavam a presença do SINDIFISCO-MG
para conversar sobre o Decreto de reposicionamento por escolaridade adicional.
Como o Sindicato enfrenta certa resistência do superintendente regional
Gladstone Bartolozzi, para realizar reuniões nas unidades subordinadas à SRF2/BH,
em horário “nobre”, o delegado fiscal de trânsito
Marcos Baeta compareceu ao início do encontro para conversar com a diretoria
e fiscais e expor a dificuldade em interromper o trabalho nessas ocasiões.
A diretoria explicou a importância desses encontros com a categoria e,
em comum acordo, definiu-se que, quando necessário, as reuniões
na DFT/BH serão marcadas sempre às sextas-feiras, às 10h.
Na oportunidade, o delegado Marcos Baeta ouviu do presidente do SINDIFISCO-MG
que o assunto pautado para a reunião refere-se à carreira e,
portanto, o esclarecimento é também obrigação da
Administração, que nunca o faz, contribuindo para o ambiente
de insegurança e confusão no trabalho.
Resolvida a questão do horário, o encontro concentrou-se na discussão do Decreto. A diretoria explicou os motivos que a levaram à decisão de ajuizar ação contra a aplicação do Decreto, para defender o direito dos excluídos. Em seguida, passou a palavra aos colegas, que fizeram as seguintes colocações:
“Além da medida judicial, é preciso tomar medidas
políticas. Temos que nos manifestar, externando que estamos descontentes
com o Decreto”.
“Mesmo que o governo altere a data determinada pelo Decreto,
este continuará sendo fator de divisão da categoria”.
“É um absurdo que um fiscal que tem 45 anos de serviço
prestado à SEF/MG hoje seja preterido por um novo, apenas porque este
tem uma pós-graduação”.
“É preciso
ter cuidado com o tipo de ação
que será ajuizada, porque tem colegas que fazem jus ao Decreto e confrontarão
a atitude do SINDIFISCO-MG, enfim, essa é uma decisão
política
difícil, que o Sindicato terá que saber como enfrentar”.
“As decisões do governo são sempre motivadas pelo
impacto financeiro que representam para o Estado. É assim com o Decreto
e será da mesma forma com outras questões importantes. Precisamos
encontrar uma forma de enfrentar isso”.
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação
do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Marcela Souza