| INFORME
SINDIFISCO-MG |
Nš 156 |
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CDA
- REUNIÃO ANTECIPA DEBATE NAS UNIDADES
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| Deflagrada a campanha salarial 2008, participantes sugerem formas de luta | |
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Durante a reunião do Conselho Deliberativo Ampliado, realizada na tarde desta quarta-feira, 3 de agosto, no SINDIFISCO-MG, foram debatidos os seguintes temas:
Consultoria
de mercado do INDG no setor público - A diretoria explicou que
pretende levar o problema do INDG para discussão no II Encontro
dos Assessores Jurídicos do Fisco Estadual e Distrital, que será promovido
pela Fenafisco nos dias 22 e 23 de setembro, em Guarapari (ES). O foco
da discussão será a atuação do INDG na Administração
Pública com financiamento do setor privado. Representando Minas
Gerais participarão do evento o presidente do sindicato Matias Bakir
e o consultor jurídico Humberto Lucchesi.
Formação
das comissões e grupos de trabalho - A diretoria apresentou
aos colegas um breve relato do trabalho que vem sendo desenvolvido por
cada um desses grupos e explicou que, dada a importância do tema,
a Comissão encarregada de elaborar uma minuta de Lei Orgânica
da Administração Tributária de Minas Gerais (Loat)
estará permanentemente em diálogo com os demais grupos.
Encontro
das Carreiras Típicas - Ao mencionar o Encontro das Carreiras
Típicas, que será realizado na sede da Affemg, no dia 10
de setembro, às 9h, a diretoria falou da importância da união
das carreiras de Estado para o fortalecimento da luta em torno de reivindicações
comuns como, por exemplo, o resgate da paridade.
Campanha
de sindicalização - Lembrando que, quanto maior o número
de filiados mais forte se torna a entidade representativa, a diretoria
pediu aos participantes que identifiquem em suas unidades os colegas que
ainda não se filiaram e procurem sensibilizá-los para a importância
da sindicalização. Mencionou, também, a campanha de
filiação voltada para aposentados e pensionistas e comentou
os primeiros resultados positivos da iniciativa.
ADI
- A diretoria ressaltou que o principal problema da ADI continua sendo
a subjetividade dos critérios utilizados para a avaliação.
O presidente do SINDIFISCO-MG mencionou cinco recursos hierárquicos
interpostos com a assessoria do Departamento Jurídico do sindicato
e observou que, desses, quatro foram acatados, resultando na correção
das notas atribuídas aos auditores fiscais. Falou, também,
do impacto da avaliação sobre a saúde do servidor.
Um dos participantes observou que uma das formas mais perversas de assédio
moral não é a que se dá verticalmente, da chefia para
o subordinado, mas a que acontece colateralmente, entre colegas que estão
no mesmo nível hierárquico.
IV
Plenafisco - Ao enfatizar a importância da IV Plenafisco, a diretoria
observou que o evento possibilitará a troca de informações
e de trabalhos técnicos entre fiscais de todo o Brasil, além
de ser uma oportunidade ímpar para o Fisco mineiro, de mostrar aos
outros Fiscos estaduais, as dificuldades enfrentadas pela categoria na
gestão Aécio Neves. A diretoria ressaltou que a Plenária
nacional é um evento disputadíssimo pelos Fiscos estaduais
, atraindo um número expressivo de participantes e que, portanto,
deve contar com o interesse e a participação dos auditores
fiscais mineiros. Lembrou, ainda, que se encerra no dia 18 de setembro
o prazo para os fiscais postarem no fórum de discussão virtual
suas sugestões de temas para debate durante o evento. Um dos participantes
aproveitou a oportunidade e sugeriu discussão sobre o tema "Nota
fiscal eletrônica - solução ou engodo?".
Reposicionamento
por escolaridade adicional - A diretoria relembrou rapidamente as medidas
políticas e judiciais tomadas pelo sindicato. Sobre a representação
no Ministério Público, informou que o parecer da Coordenação
de Constitucionalidade, após reconhecer hipótese de ilegalidade,
foi de que a denúncia seja encaminhada para a área de Crime
contra o Patrimônio Público. O sindicato, portanto, aguarda
novo parecer.
Loat
- Segundo a diretoria do SINDIFISCO-MG, o trabalho e as discussões
da Comissão encarregada de elaborar a minuta de Lei Orgânica
da Administração Tributária de Minas Gerais têm
se concentrado muito na importância de garantir a autonomia do Fisco.
Um dos participantes observou que é preciso levar em consideração
a possibilidade de aprovação da PEC 186. "Nós
acreditamos e temos dito, que a salvação do Fisco está na
Loat, mas isso só se, no processo de discussão da Lei Orgânica,
houver realmente o comprometimento da categoria e uma mudança de
paradigma", afirmou o presidente Matias Bakir.
Recomposição
salarial - A discussão do tema dominou a reunião e incitou
a participação dos auditores fiscais, que chegaram a sugerir
algumas formas de luta. Veja algumas das colocações dos participantes:
"Temos que ter ousadia nas nossas reivindicações".
"A remuneração dos novatos é vergonha para todo
o corpo fiscal".
"Não vamos conseguir acabar com o plus, mas podemos conseguir
que ele represente o mínimo valor possível na nossa remuneração"
"Queremos recomposição, sim, mas, principalmente, uma
política salarial, para que, daqui a pouco, não tenhamos que estar
aqui novamente, discutindo as mesmas coisas"
"A questão salarial é o mais urgente de tudo o que
foi dito aqui, mas a categoria tem que estar mobilizada. Precisamos construir
com a categoria, uma reivindicação que nos una - novato, antigo
e aposentado - e trabalhar em cima dela".
"Nenhuma diretoria vai conseguir nada sozinha se a categoria não
estiver por trás dela e mobilizada."
"É preciso identificar quais são os pontos de excelência
da Fiscalização, aquele nos quais ela se torna insubstituível,
e usar isso como forma de luta, para pressionar o governo"
"Vamos levantar o custo per capita dos novatos, antigos e aposentados.
Tenho certeza de que os comissionados estão 'comendo' grande parte do
que é nosso.".
"Temos que tirar os comissionados da zona de conforto em que estão,
mostrar a eles que isso vai acabar daqui a dois anos".
"Sabemos que, em Minas, os contribuintes estão sendo regulados
na excepcionalidade. Um exemplo é a Gerdau que é uma das patrocinadoras
do INDG. Temos que denunciar isso".
"Temos que planejar uma operação padrão muito
organizada, mas equilibrando o peso, sem deixar a responsabilidade tão
nos ombros dos fiscais de postos".
"A alta Administração recebe mais plus que o pessoal
da ativa. Vamos denunciar isso, soltar um informe dizendo que o subsecretário,
por exemplo, recebe 44% a mais de plus do que o do pessoal da ativa".
Um dos fiscais sugeriu que todos os documentos enviados à SEF/MG sejam protocolados também para o secretário de governo Danilo de Castro. Ao final da discussão, os participantes decidiram pelo início da Campanha Salarial 2008, cuja proposta de recomposição já foi encaminhada ao secretário de Fazenda.
Projeto
Trânsito - Durante o debate ficou claro que:
A Alta Administração já iniciou o projeto Trânsito
desde 2007, com a publicação da Lei Delegada 123, quando foram
criadas as DFTs.
As mudanças se darão lentamente, de forma que os AFREs nem
percebam e, quando o processo já estiver concluído, teremos nos
postos fiscais apenas um auditor, sendo os demais servidores membros de outras
carreiras, como resultado de uma economia que não atende ao interesse
público.
Não há a mínima hipótese de o SINDIFISCO-MG apresentar
sugestão ou critica sem ver a proposta integral da Administração.
A categoria jamais irá validar um processo obscuro e que não
traz em si nenhuma garantia de efetividade do controle fiscal no trânsito
de mercadorias.
É preciso que a categoria avalie o desempenho da Alta Administração,
sobretudo o da Sufis.
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Marcela Souza