INFORME SINDIFISCO-MG

Nš 152

29 de agosto de 2008
 
   
SINDIFISCO-MG SOLIDÁRIO ÀS REIVINDICAÇÕES DOS MILITARES
  Quebra da paridade provoca indignação nas entidades representativas da categoria

Na tarde de quarta-feira (27), o presidente do SINDIFISCO-MG participou, como convidado, da assembléia geral conjunta, que reuniu 600 militares, realizada pelas entidades representativas da classe - Clube dos Oficiais da Polícia Militar (COPM), União dos Militares (UMMG), Associação dos Oficiais da PM do Corpo de Bombeiros (AOPMBM), Associação dos Praças Policias e Bombeiros (ASPRAPMBM); Centro Social dos Cabos e Soldados da PM e Bombeiro Militar (CSCSPMBM). O objetivo foi debater e decidir as ações diante da atitude do governo Aécio Neves de acabar com a paridade entre os militares ativos e os inativos.

O governo divulgou recentemente, através da mídia, a concessão de um abono anual aos servidores públicos ativos, chamado de Prêmio de Produtividades, a ser pago em 5 de setembro de 2008, prêmio este já conhecido da categoria fiscal, sob o nome de plus. Entretanto, causou revolta a informação de que, deste abono, além de excluídos os servidores aposentados, estariam também, segundo o texto de convocação para a assembléia, os militares na ativa e outros integrantes da estrutura da Secretaria de Defesa Social porque seus líderes não teriam assinado o acordo de resultados.

O clima na assembléia geral, no ginásio do Clube dos Oficiais da PM, era de indignação com a falta de respeito do governo. Marcaram presença, também, o deputado federal Cabo Júlio, os deputados estaduais Sargento Rodrigues e Eros Biondini, e representantes do Sindicato dos Servidores da Policia Civil (Sindipol).

POLÍTICA DA INICIATIVA PRIVADA

Convidado a falar na assembléia dos militares, o presidente do SINDIFISCO-MG criticou o gerenciamento do Estado e esclareceu que essa política de desclassificação e fragmentação do servidor público evidencia-se quando se sabe que o governo opera sob o comando do poder econômico. Ele denunciou a atuação do INDG no Estado, sob a regência do consultor Vicente Falcone, que materializa a vontade dos grupos Gerdau, Ambev, Sadia, Votorantim, Vale, Arcelor-Mittal, Unibanco e outros. "Um governo que despreza a história de glória do funcionalismo e implementa a política da iniciativa privada, abandonando os aposentados e pensionistas é o que se constata", destacou.

Matias Bakir relatou, ainda, os enormes malefícios que o plus vem causando na categoria de Auditores Fiscais, começando pela divisão interna entre os ativos e os aposentados, passando pela quebra da paridade e insegurança absoluta na remuneração mensal, uma vez que não faz jus ao prêmio, em nenhuma hipótese, o servidor doente afastado do trabalho, as servidoras em licença maternidade. "O que se observa no ambiente da Secretaria de Fazenda atualmente é um total desrespeito do governo a uma categoria como a nossa, com histórico de luta, dedicação e seriedade", destacou o presidente do SINDIFISCO-MG.
Ao final da assembléia geral conjunta, os participantes deliberaram pela realização de uma passeata de protesto, no feriado de 7 de setembro, com a participação do maior número possível de aposentados. Também ficou acertado que os presidentes das cinco entidades representativas da classe dos militares de Minas Gerais agendarão reunião com o comandante geral da Polícia Militar, para reivindicar que ele leve ao governador Aécio Neves as reivindicações dos servidores prejudicados com a quebra da paridade.

EM TEMPO: Além dos Policiais Militares, temos a informação do gabinete do deputado Dr. Viana, de que as professoras também já iniciaram movimento questionando o pagamento do prêmio, que exclui os aposentados.

Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Valéria Mercadante