| INFORME
SINDIFISCO-MG |
Nš 112 |
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REUNIÃO
ENTRE SINDIFISCO-MG E SEF
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| Subsecretário garante que mudanças nos Postos serão discutidas com a categoria |
Devido à importância das alterações introduzidas pela Administração, sobretudo no âmbito dos Postos Fiscais, e considerando que a insegurança gerada entre os servidores resulta da falta de critérios, estudos técnico e diálogo sobre o processo de mudança, trazemos mais detalhes sobre a reunião, realizada na última sexta-feira (27), entre a diretoria do SINDIFISCO-MG, a Coordenadoria Sindical dos Postos Fiscais e a Subsecretaria da Receita Estadual, complementando o INFORME Nº 111.
O
subsecretário Pedro Meneguetti afirmou que, "apesar da demora
no envio do documento elaborado pela Coordenadoria Sindical dos Postos, ouvirá a
categoria, via SINDIFISCO-MG", como fez questão de formalizar,
uma vez que as atividades desenvolvidas nos Postos de Fiscalização
são muito importantes para o Estado, considerando os R$ 3,5 bilhões
ao ano, oriundos de Substituição Tributária e uma possível
reforma tributária levando o ICMS para o destino. "O sujeito
fala que vai levar a mercadoria para São Paulo e fica aqui no território
mineiro. Com isso, passa a ser mais importante ainda a atividade de controle
nos Postos", asseverou o subsecretário.
A diretoria justificou a demora pelo fato de que a proposta da categoria foi
precedida de intenso debate e aprovada durante o IV Conefisco. O auditor do
Posto Fiscal de Extrema mencionou o problema que o novo posto foi construído
tipo "ilha", no meio da pista, sendo rejeitado pela concessionária
da rodovia, e lembrou que, em diversas oportunidades, os fiscais alertaram
sobre a situação, mas não foram ouvidos pela Administração.
Segundo o auditor, no dia seguinte à inauguração pela
SEF/MG do Posto Fiscal, o mesmo foi fechado pela concessionária da rodovia,
ou seja, milhões de reais de dinheiro público foram jogados fora.
Indagado se uma empresa terceirizada tem mais poder do que a SEF/MG, o subsecretário
Pedro Meneguetti informou que a empresa e não aceitou o local de construção
da obra, alegando questões de segurança.
O diretor da SUFIS, Gilberto Silva Ramos, foi questionado em relação à falta
de transparência nas alterações que estão sendo
implantadas e aos motivos da criação das Delegacias Fiscais de
Trânsito, seu papel, funcionamento e importância. Diante da afirmação
de que, se as DFTs fossem mesmo importantes seriam criadas unidades em Ipatinga,
Valadares, Divinópolis e Montes Claros, ele explicou que, na atividade
de controle do trânsito de mercadoria, Belo Horizonte e seu entorno (Contagem,
Betim, Ceasa) são prioritários. Disse, ainda, que apesar da carência
de 400 fiscais no quadro, não tem argumento para solicitar a realização
de concurso para admissão de novos fiscais, optando primeiramente por
distribuir os atuais, alocar melhor os auditores fiscais e gestores, para depois,
ter como justificar um novo concurso, considerando o compromisso da SEF/MG
de montar um controle fiscal do trânsito nos termos da Lei 15.464/2005.
A diretoria do SINDIFISCO-MG observou que a SEF/MG não tem demonstrado
transparência na condução do processo de mudança
nos Postos, visto que o Projeto Trânsito até hoje é uma
incógnita. Acrescentou, ainda, que existe um grande distanciamento da
alta Administração da Fiscalização e que, conseqüentemente,
a categoria não demonstra confiança nem credibilidade na Administração,
fatores fundamentais para melhor desempenho do órgão como um
todo.
A Administração deixou claro que pretende seguir modelos como
os adotados na Bahia, Pernambuco, Maranhão e Ceará, estados em
que é exigido do fiscal uma visão gerencial e onde, muitas vezes,
o controle é delegado a outro servidor. Citou o projeto do Ceará com
investimento de R$ 80 milhões e disse que na estrutura de trabalho de
controle de trânsito é preciso contar com outra mão-de-obra,
não apenas a dos fiscais.
Questionado pela diretoria do Sindicato sobre a suspensão das atividades
do Posto Fiscal Bilac Pinto (Unaí), o subsecretário justificou
a decisão de transferir todos os auditores para o Posto Fiscal Orlando
Alves de Lima (Paracatu), pelo excesso de extravio e escassez de fiscais. Após
ponderarem sobre questões, tais como ordem pública, prejuízo
para municípios, Lei de Responsabilidade Fiscal, inexistência
de previsão no anexo da Lei de Diretrizes Orçamentárias,
quando foi citado um estudo do superintendente regional chamado "Vazios
Fiscais". Os três auditores fiscais do PF Bilac Pinto, presentes à reunião,
alertaram para a necessidade de análise mais séria dessa questão,
observando que o fechamento da DF Unaí pode trazer menor prejuízo
para o Estado do que o fechamento do Posto Fiscal. A diretoria do SINDIFISCO-MG solicitou
a não retirada dos auditores do PF.Bilac Pinto, prevista para ocorrer
em 1º de julho.
Em relação ao Banco de Horas, Pedro Meneguetti comunicou que
irá continuar, mas que poderá sofrer alterações,
uma vez que o assunto está sendo analisado pela Advocacia Geral do Estado.
Informou, ainda, que não haverá alterações no que
se refere à escala de plantão e que a tarefa de tomar conta do
controle fiscal no Posto é do auditor fiscal. A diretoria do Sindicato
observou que as alterações no banco de horas implicarão
em pagamento de horas extras, ressaltando que o Sindicato lutará pelo
pagamento do adicional noturno.
A diretoria externou, ainda, a preocupação dos auditores de Juiz
de Fora quanto à opção por DF e DFT, prevista para dia
7 de julho. O diretor da SUFIS afirmou que quem estiver lotado na DF e não
fizer a opção continuará lotado na DF, mesmo que esta
fique com o QCE estourado.
A diretoria do Sindicato entregou ao subsecretário documento de Governador
Valadares onde a Regional, após tentativa frustrada de atribuir aos
fiscais do posto atividades de auditoria em estabelecimentos (verticalizada)
da DF, está retirando dois fiscais do Posto e levando-os para a DF,
inviabilizando o funcionamento, já precário, do referido PF.
O subsecretário comprometeu-se a discutir o assunto com o superintendente
de Valadares, Fausto Edmundo.
Ao final da reunião ficou acertado que, tão logo a SRE analise o documento sobre Postos Fiscais entregue pela categoria, se reunirá com o SINDIFISCO-MG que, através da Coordenadoria Sindical dos Postos Fiscais, indicará uma comissão de cinco auditores de Postos, para a discussão com relação às mudanças já iniciadas para o controle de trânsito de mercadorias no Estado.
Como
resultado desta reunião, na manhã de segunda-feira (30),
o diretor da SUFIS Gilberto Silva Ramos informou ao SINDIFISCO-MG que
a SEF/MG prorrogará, por 30 dias, a decisão de suspender
as atividades no Posto Bilac Pinto, até o final das negociações. |
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG,
Jornalistas responsáveisl:Valéria Mercadante /Marcela Souza