| INFORME
SINDIFISCO-MG |
Nš 239 |
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| CHOQUE DE GESTÃO | |
| Crítica a publicações na mídia |
Desde a semana passada, o debate em torno da necessidade e importância do choque de gestão esteve na pauta de vários meios de comunicação, em todo o país. A revista Veja (edição 2029, ano 40, de 10/10/2007) comentou na seção Carta ao leitor, a frase do presidente Lula, que segundo a publicação semanal, teria reascendido a discussão sobre o tema, bem como o debate sobre o tamanho do estado e a eficiência dos serviços públicos.
Veja analisou a seguinte fala do presidente da República: "O choque de gestão será feito quando encontrarmos mais gente, mais qualificada, mais bem remunerada, porque aí também teremos serviços de excelência prestados para a sociedade brasileira". O texto da revista ressalta, principalmente, as expressões "mais qualificada" e "mais bem remunerada" proferidas pelo presidente. Segundo Veja, "é preciso que as pessoas sejam bem escolhidas, treinadas, motivadas, incentivadas e que - acima de tudo - sejam bem geridas".
O presidente do SINDIFISCO-MG também corrobora a importância da valorização do servidor, como elemento fundamental para a melhoria do serviço público: "Embora, eu discorde de vários pontos do governo Lula, como as reformas equivocadas, a privatização da Previdência, o modelo econômico perverso de transferência de renda do trabalho para o capital financeiro, essa frase de luta merece elogio".
No último domingo (07), a Folha de S.Paulo também incitou o debate sobre o choque de gestão, publicando o artigo do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, "Choque de gestão e realidade" (Caderno Opinião, Seção Tendências/Debates). O artigo cita algumas medidas do governo Aécio Neves, e aponta conquistas na gestão pública, que foram contestadas pelo presidente do SINDIFISCO-MG, em e-mail enviado ao jornal.
"Transformado
no grande marketing da administração Aécio Neves
em Minas, o 'choque de gestão' está longe de realizar as
mudanças necessárias para uma maior eficiência na
gestão pública, como propõem seus idealizadores,
e, muito menos, de melhorar a vida da população do Estado,
sobretudo a mais carente. Ao contrário, desde que foi implementado
em Minas, o que temos visto é a redução dos gastos
nos setores essenciais e o agravamento da tragédia social no Estado,
com pessoas morrendo nas filas dos hospitais, educação
de péssima qualidade, servidores mal remunerados, cadeias superlotadas
e presos morrendo carbonizados como resultado direto da omissão
do poder público. Quanto à valorização do
funcionalismo - condição essencial para a melhoria do serviço
público - essa só existe na visão equivocada do
governador, capaz de se vangloriar do que não passa de obrigação
do Estado: pagar em dia seus servidores." Lindolfo Fernandes de Castro |
Com esse e-mail o presidente do SINDIFISCO-MG rebateu as conquistas que o governador reivindica na mídia. O Sindicato está atento a esse tipo de publicações e continuará buscando responder e esclarecer tais informações à população.
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Lilian Souza