| INFORME
SINDIFISCO-MG |
Nš 227 |
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| CRISE ADMINISTRATIVA EM ALAGOAS | |
| Após adoção de modelo de gestão aplicado em Minas por Aécio |
Cai, mais uma vez, a máscara do choque de gestão e do governo de Minas. O jornal Folha de São Paulo denunciou, na edição de ontem (17), que o "modelo de administração adotado pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), inspirado no 'choque de gestão' aplicado em Minas Gerais pelo também tucano Aécio Neves, foi o grande responsável pela crise no Estado nordestino". A afirmação é endossada pela OAB e a CUT alagoanas. O governo de Alagoas, a exemplo de Minas, firmou convênio com o INDG.
Segundo a matéria, em nove meses de governo, Teotônio Vilela enfrentou 182 dias de greve de diversas categorias (algumas ao mesmo tempo), o que equivale a 71% do tempo quem esteve no cargo. "O governador de Alagoas criou uma bomba orientado pelo pessoal de Minas Gerais. Usou uma receita mineira dada por técnicos e conselheiros políticos que vieram para cá", afirmou Izac Jacson, presidente da CUT-AL.
O presidente da OAB-AL, Omar Mello, criticou a importação do modelo mineiro. "Veio gente do PSDB de lá trazendo essa obra-prima de gestão. O que existe em Minas é um trabalho bem elaborado de marketing. Há, na verdade, um sufocamento do servidor público. Ele é tratado a pão e água. Não dá para imaginar como um Estado pode crescer mantendo um serviço público em baixa, desestimulado". Para ele, "Minas vive uma farsa, um desenvolvimento de fachada".
Confira: Folha de São Paulo - 17/09
DESMISTIFICANDO
O GOVERNO AÉCIO
Desde a sua implementação em Minas, o SINDIFISCO-MG vem
denunciando o que está pro trás do choque de gestão tendo,
inclusive, publicado uma cartilha inteiramente dedicada ao tema (Quem bancou
o ajuste fiscal? Superávit para Minas e arrocho salarial para os servidores
do Executivo; março de 2006). O presidente do Sindicato, Lindolfo Fernandes
de Castro, tem sido convidado por outros Fiscos Estaduais para falar sobre
a experiência em Minas, como contraponto ao divulgado pela mídia,
esclarecendo sobre os problemas enfrentados pelo Fisco Mineiro, a interferência
do INDG na SEF/MG e a luta do Sindicato para limitar a atuação
do Instituto.
Ele já esteve em Alagoas, Bahia, Rio de janeiro e, por duas vezes, no Rio Grande do Sul, onde teceu duras críticas ao modelo de gestão mineiro. Nos diversos Estados por onde passou, Lindolfo de Castro concedeu entrevistas à Imprensa local, algumas das quais censuradas posteriormente. Entre essas, podem ser mencionadas duas entrevistas concedidas à TV Gazeta de Alagoas e à Rádio Alagoas que, na época, não foram ao ar, o que agora não resta dúvida, ocorreu em função do teor das denúncias.
Desmistificando o governo Aécio Neves, o presidente do SINDIFISCO-MG sempre ressaltou, em suas palestras, que, ao contrário do que tem sido divulgado, o choque de gestão não resultou em benefícios significativos para a sociedade mineira. "O alardeado ajuste fiscal em Minas foi feito em cima da folha de pagamento do funcionalismo. Ou seja, quem perdeu, principalmente, foram os servidores públicos, pois todo o déficit foi tirado em cima dos salários, dos direitos coletivos e redução dos gastos sociais (saúde, educação e segurança) com o sacrifício da população mais carente", denunciou por diversas vezes.
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Valéria Mercadante/Marcela Souza