O Relatório de Execução Orçamentária do primeiro semestre de 2007, publicado, em 27 de julho no Diário Oficial do Estado (Minas Gerais), aponta um superávit de R$ 2,44 bilhões. De acordo com os números divulgados, as receitas orçadas para 2007 foram realizadas em 51,96% e as despesas, empenhadas e liquidadas em 43,26%. As despesas quase fixas do governo ficaram dentro do previsto: pessoal e encargos - 48% do orçado; juros e encargos da dívida: 42%; outras despesas correntes (custeio) - 47%. "O governo segurou, no primeiro semestre de 2007, os investimentos em apenas 19,57% do que foi orçado para o ano de 2007, menor que no mesmo período do ano anterior (27%). Ou houve uma paralisia da máquina ou é uma estratégia para soltar estes investimentos no segundo semestre", analisa o presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro. O Relatório de Execução Orçamentária de Minas - segundo avaliação do SINDIFISCO-MG - reflete, na realidade, o modelo de Estado gerencial, de superávit primário e do lucro, que retira dinheiro dos pobres para dar aos ricos. "Pelo lado da receita, quem banca a carga tributária - 80% (53% sobre o consumo e 27% sobre a mão-de-obra) - é o trabalhador, principalmente a classe média. Com um sistema tributário injusto, o governo mineiro impõe alíquotas confiscatórias de ICMS sobre bens e serviços essenciais - 43% sobre energia elétrica, 33% para telefone e gasolina -, reduzindo as alíquotas de supérfluos - 5% para jóias e 3% para querosene de avião. Sobre mão-de-obra - 27% de IRRF e 11% de previdência", ressalta. REDUÇÃO
NOS GASTOS SOCIAIS DÍVIDA
PÚBLICA Se nos baseássemos nos princípios da Contabilidade comercial, seria fácil perceber que, nesse ritmo, o Estado deveria amargar déficit constante. Mas como na contabilidade pública só se reconhece como despesa os empenhados e liquidados, são lançados apenas R$ 2,5 bilhões desse valor. O restante fica em uma conta chamada variações patrimoniais (redutora do patrimônio do Estado). É por essa razão que a dívida contratada em 1998 era de R$ 18,5 bilhões e, embora o Estado já tenha pago o equivalente a R$ 25 bilhões (juros e amortizações), ela está hoje ainda maior: R$ 46 bilhões. Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG |
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