A
diretoria do SINDIFISCO-MG reuniu-se, na tarde da última
sexta-feira (29) na SEF/MG, com o secretário-adjunto de Fazenda
Leonardo Colombini Lima, o subsecretário da Receita Pedro Meneguetti
e o diretor da SRH, Paulo Márcio Bruno. Foram discutidas diversas
questões de interesse da categoria, especialmente as relacionadas
com o movimento reivindicatório.
Confira,
abaixo, os principais pontos abordados na reunião.
Decreto da GEPI
A diretoria reivindicou que o decreto se restrinja à regulamentação
da conta reserva sem entrar em questões administrativas (controle
de qualidade, Os punitiva etc). Além disso, que o decreto não
seja enviado ao governador antes do conhecimento do Sindicato e discussão
com a categoria. A diretoria também protestou contra o fato de
o governo não cumprir o compromisso de retroagir a proposta de
conta reserva ao mês de maio de 2007 e reivindicou que essa parcela
seja paga de uma única vez. A SEF garantiu que não haverá
prejuízo para os auditores fiscais e o que está sendo
discutido é a forma de pagamento.
Corte de ponto
O secretário-adjunto apresentou uma lista, com 180 servidores
com faltas/atrasos no mês de abril, que já foi suspensa.
A fim de evitar uma discussão judicial, a diretoria reivindicou
uma solução administrativa para o corte de ponto dos servidores
que participaram do ato público em 13 de março, considerado
ilegal pelo Sindicato. O diretor da SRH colocou dificuldades, pois o
corte já foi computado, mas ficou de analisar a questão.
»Caso
a SEF/MG não apresente uma solução imediata,
o Departamento Jurídico do SINDIFISCO-MG já está
preparado para ingressar com ação judicial.
Bloqueio do site e dos e-mails do Sindicato
O secretário-adjunto afirmou que havia dado a ordem e que já
estavam desbloqueados o site e os e-mails do Sindicato.
»
Como as reclamações dos auditores continuam, o
Sindicato está verificando se houve realmente o desbloqueio.
Caso você não consiga acessar o nosso site ou receber
e-mail através do @fazenda, entre imediatamente em contato
com o SINDIFISCO-MG. O presidente do Sindicato conversou, ontem
(2) por telefone, com o diretor de Suporte Técnico e Produção
da Superintendência Técnica de Informática, Lindenberg
Naffah Ferreira, que explicou que a dificuldade de acesso pode estar
relacionada a algum problema de ordem técnica, comprometendo-se
a solucioná-la o mais rapidamente possível.
Revisão da Resolução (Memo Gab. Sufis 035/2007)
A diretoria protestou em relação à formação
de um grupo de trabalho objetivando a revisão da Resolução
(Memo Gab. Sufis nº 035/2007), ressaltando a inoportunidade da
medida e a falta de discussão com a categoria. Enfatizou que
o momento agora é de "aparar as arestas" resolvendo
os problemas relacionados ao movimento reivindicatório, curar
a ferida e voltar à normalidade nas repartições.
»
Uma vez que a questão interfere tanto no trabalho quanto
na remuneração dos fiscais, a avaliação
da diretoria é a de que, neste momento, essa discussão
não ocorreria com a isenção e normalidade que
o assunto requer. Essa discussão deve ocorrer, portanto, em
um outro momento e com a participação da categoria.
Ordem de Serviço
Embora a diretoria tenha se posicionado contra este instrumento, para
minimizar o desgaste reivindicou a volta da OS 6H, adaptada de tal forma
que todos tenham como trabalhar em paz e sem prejuízo. O presidente
do SINDIFISCO-MG já entrou em contato com o Ministério
Público e confirmou que não há termo de ajustamento
de conduta impedindo a utilização da OS 6H. Foi dito,
entretanto, que há uma recomendação por parte da
Advocacia Geral do Estado, para que ela não seja utilizada para
se evitar possíveis ações judiciais. A diretoria
contestou essa informação, dizendo que não tem
fundamento, por tratar-se de Resolução do secretário
e Portaria do subsecretário e que, portanto, podem ser alteradas
até por Memorando.
»
A Administração deve buscar uma solução
urgente para este ponto, pois há uma insatisfação
da categoria quanto à forma como a questão vem sendo
conduzida, principalmente dos auditores dos Postos Fiscais.
Plus - isonomia
A diretoria sempre se manifestou contrária ao plus, por entender
que ele é um instrumento de divisão da categoria, não
contemplando os aposentados. Sem deixar de manifestar mais uma vez essa
posição, a diretoria, entretanto, levou ao conhecimento
da Administração reivindicação da categoria
no sentido de que o plus seja dividido de forma isonômica. Foi
ressaltado que é uma injustiça que os servidores em cargo
de chefia recebam até 44% a mais do que os demais auditores,
sendo que eles recebem pelo cargo efetivo e mais 30% do cargo comissionado.
Escolaridade adicional
A diretoria reivindicou a regulamentação e implementação
da promoção da escolaridade e a Administração
ficou de estudar a questão. A discussão desse assunto,
entretanto, sempre esbarra no argumento do governo - também utilizado
durante o movimento reivindicatório - de que faltam recursos
e de que a Lei de Responsabilidade Fiscal já está no limite
prudencial. Mais uma vez ficou claro para nós que esse assunto
não será resolvido sem disputa política, pressão
e enfrentamento. Embora o caso da Fiscalização seja específico,
a diretoria lembrou que outras Secretarias evoluíram nessa questão,
tais como Saúde (Dec. 44.308/06) e Educação. Nesta
última, a questão já foi resolvida no âmbito
da educação superior (Dec. 44.306/06) e está em
fase de implementação na educação básica
(Dec. 44.291/06).
Letras - promoção e progressão
A diretoria cobrou a publicação das letras e a Administração
ficou de verificar a questão, mas já argumentando as mesmas
dificuldades apontadas em relação ao tema anterior, ou
seja, falta de recurso e LRF. Embora haja a previsão de levantamento
no prazo de 30 meses e autorização ao Poder Executivo
via Decreto, está claro que esse assunto também só
se resolverá com disputa política e pressão.
»
Essa questão é uma prioridade de todos os sindicatos.
O SINDIFISCO-MG participará de uma reunião com
a Seplag, já pré-agendada pela Coordenação
Sindical, para tratar desse assunto. Já foram realizadas outras
reuniões nesse sentido.
ADI - alteração na SEF
Como haverá uma regulamentação específica
na SEF/MG e tendo em vista que houve alterações na Lei
e Decreto, a diretoria reivindicou que esse assunto seja discutido com
o Sindicato. Já foi publicado um novo Decreto.
Supersimples
A diretoria manifestou sua preocupação com o Supersimples
uma vez que, dos 347 mil contribuintes inscritos, apenas 52 mil não
serão contemplados com o sistema simplificado de cobrança
de impostos e contribuições. Os diretores informaram à
Administração a existência de um discurso, por parte
do presidente do Sinfisco (Sindicato dos Fiscais municipais) de uma
provável delegação de competência para a
Prefeitura de BH. A questão foi desmentida e foi dito que a SEF/MG
está trabalhando para fortalecer a fiscalização
via substituição tributária.
Subteto
A diretoria manifestou sua preocupação em relação
ao subteto. Ponderou que, o fato de o governador Aécio Neves
ter reajustado, no início deste ano, os salários dos secretários
e dos secretários-adjuntos, não tendo feito o mesmo com
o próprio salário - apesar de a inflação
nos últimos quatro anos ter chegado a 30% -, representa claro
desvio de finalidade. Já que, como está claro, ele não
depende deste salário para viver, a intenção é
prejudicar os demais funcionários. Sem contar que isso pode ferir
a autonomia da carreira.
A Administração deixou claro que esse assunto só
se resolve com o governador ou com o vice-governador. O Sindicato já
está agendando uma reunião com este último. O assunto
deve ser tratado como prioridade pela categoria, uma vez que os reajustes
deverão atingir 90% dos auditores. O SINDIFISCO-MG está
trabalhando essa questão junto à Fenafisco, que deverá
ser tratada com a categoria na próxima reunião do Conselho
Deliberativo (CD), ainda esta semana, para que se possa chegar a uma
solução definitiva para o problema. A diretoria concluiu
que não dá mais para tentar resolver essa questão
apenas pela via judicial.
Parcelamento de férias
A diretoria reivindicou o parcelamento de férias como acontece
em outras esferas de serviços públicos como, por exemplo,
na Advocacia Geral do Estado (art. 47 da LC 30/93). Na SEF/MG, embora
não haja previsão no Estatuto, também não
há proibição a respeito. Entretanto, tivemos notícia
de que há uma Resolução da época do secretário
Fuad proibindo o parcelamento. Não conseguimos localizar essa
Resolução, mas acreditamos que, caso ela realmente exista,
basta ser alterada. A possibilidade de parcelamento é boa tanto
para os servidores quanto para a instituição.
Estrutura
Conforme Comunicado SINDIFISCO-MG Nº 79, de 27 de junho
de 2007, esta é uma prioridade desta diretoria, que fez questão
de deixar claro para a Administração que isso não
é uma reivindicação de cunho corporativo, mas de
interesse da sociedade.
Funcionário administrativo em Posto Fiscal
A diretoria deixou claro que a categoria não aceita a substituição
de fiscal por qualquer outro funcionário administrativo e, tampouco,
o enfraquecimento da fiscalização de trânsito. Observou
que, se o problema é a falta de funcionário qualificado,
a solução está em abrir novos concursos para admissão
de auditores.
Reivindicações específicas
A diretoria, que já havia levado ao conhecimento da Administração
casos específicos de alguns servidores que enfrentaram problemas
em decorrência do movimento reivindicatório, mencionou-os
novamente durante a reunião. Foram enfatizadas a justeza e legalidade
do movimento e cobrado da Administração o cumprimento
do compromisso de que a campanha salarial seria interrompida sem punição
aos servidores. As soluções apresentadas para cada um
dos casos serão encaminhadas diretamente aos interessados.
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Valéria Mercadante