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173
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23 de maio de 2007
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AGE
DECIDE PELA INTERRUPÇÃO DAS AÇÕES |
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Embora
consciente de que a proposta do governo não atende à
categoria |
A
Assembléia Geral Extraordinária (AGE) do SINDIFISCO-MG,
realizada na tarde de ontem (22) em Belo Horizonte, reuniu 737 auditores
fiscais, ativos e aposentados, vindo de todas as regiões do Estado.
Na abertura da assembléia, o presidente Lindolfo Fernandes de Castro
ressaltou que a expectativa da diretoria era que a decisão que
fosse ali tirada refletisse o pensamento da maioria.
Veja as fotos
O
presidente fez um breve histórico do movimento reivindicatório,
manifestando a posição da diretoria. "A proposta do
governo continua não atendendo à categoria, portanto o ideal
seria recusarmos a proposta e imediatamente intensificarmos a luta. Entretanto,
até este exato momento, não parece haver clima para a intensificação.
Assim sendo, ou nós revertemos este clima nesta AGE, ou então
é melhor a categoria aceitar a proposta, uma vez que isso não
significa uma derrota. Derrota seria sairmos do movimento sem ganho algum
e/ou com punição, o que dificultaria a retomada de novas
lutas mais a frente. A situação é clara: todos nós
temos consciência de que a proposta não nos atende. Mas o
que está em jogo não é isso, mas se prosseguimos
ou não com o nosso movimento", disse logo no início
da assembléia geral.
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AS
DECISÕES DA AGE
Interrupção das ações de enfrentamento
e contabilização dos ganhos até o momento.
Reivindicação de critérios para ocupação
de cargos comissionados, tais como através de eleições;
constituição de Grupo de Discussão desses critérios.
Aprovado, como indicativo para as próximas diretorias do
SINDIFISCO-MG, a realização de Congresso Estadual
do Fisco, no primeiro semestre do ano subseqüente à
posse, para definição das prioridades e diretrizes
da luta sindical em cada gestão.
Convocação de uma AGE específica para operacionalizar
a criação do Fundo de Mobilização, através
da alteração do Estatuto do SINDIFISCO-MG.
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Confira,
agora, trechos do discurso do presidente do SINDIFISCO-MG
na abertura da AGE.
MOVIMENTO
VITORIOSO
"Nós podemos afirmar, com tranqüilidade, que o movimento
é vitorioso. Sem entrar no mérito da proposta, façamos
uma reflexão: começamos a luta em 7 de novembro de 2006,
aqui mesmo, neste local, com 386 colegas, quando alguns, inclusive, diziam
que nossa luta estava equivocada e que deveríamos nos preocupar
era com a discussão sobre a opção pela carreira,
cujo prazo estava se esgotando. Já no dia 23 de novembro, fizemos
um ato para cobrar a resposta do governo e, no dia seguinte, iniciamos
a primeira série de paralisações. Colocamos na pauta
do governo a discussão salarial. A Administração
se dizia surpreso, porque achava que estávamos satisfeitos com
as tabelas salariais da carreira. O governo não aceitava mexer
no Decreto de correção da GEPI nem no número de Pontos-GEPI",
avaliou o presidente na abertura da AGE. Nesse momento, Lindolfo Castro
citou o ofício do secretário de Fazenda, Fuad Noman, de
17 de novembro de 2006, manifestando surpresa em relação
às reivindicações da categoria, "haja vista
medida recente - a Lei 16.190 de 22/06/06, enviada à ALMG".
"Fizemos
um movimento bonito, que seguiu forte em pleno Natal, férias de
janeiro, carnaval e semana santa. Estamos com possibilidade de sair do
movimento sem retaliações, sem cortes que prejudicariam
a retomada da luta no futuro. Isto é derrota? Não, não
é derrota. Havia, no início, um grupo de fiscais que bradava
pelos cantos que o movimento era inoportuno e que não nos levaria
a lugar nenhum. Perguntamos: por um acaso estamos no mesmo lugar de quando
começamos o movimento? Assumimos um compromisso com a categoria
de não aceitar nem ser conivente com qualquer tipo de retaliação.
E qualquer colega que for prejudicado em decorrência da participação
no movimento deve denunciar ao Sindicato", acrescentou.
LUTA
SINDICAL PERMANENTE
O presidente do SINDIFISCO-MG frisou que a luta sindical é permanente,
e a categoria dos auditores fiscais é a única senhora de
suas vontades. Ao final do seu discurso, esclareceu o que o que significava
contabilizar os ganhos. "É contabilizar o produto de sua luta
e isso não significa dizer que você foi cooptado. Podemos
melhorar essa contraproposta num futuro próximo, criar um mecanismo
de incorporação da conta reserva na GEPI, antecipar parcelas,
colocar o DEC de correção da GEPI semestral. Podemos retornar
a luta a qualquer momento. O que foi conseguido até agora foi com
dignidade e enfrentamento. Esta proposta não foi dada pelo governo,
ela foi conquistada com muito suor."
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Valéria Mercadante
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