Os portais de notícias Novojornal (Belo Horizonte) e Acessa.com (Juiz de Fora), divulgaram, nos últimos dias, a continuidade das paralisações nas Unidades Fiscais do Estado, destacando os prejuízos financeiros decorrentes do movimento reivindicatório. Segundo o Novojornal, "no total, em valor estimado, levando em conta que a paralisação das atividades da fiscalização fazendária por período prolongado deixou as fronteiras de Minas abertas, e que muitas conferências imprescindíveis deixaram de ser realizadas, o movimento reivindicatório do Fisco Estadual deixou de trazer para os cofres públicos mineiros o montante de R$ 300 milhões". O Acessa.com destaca a 14ª série de paralisações promovida pela categoria e traz declaração do diretor do SINDIFISCO-MG Samir Hobaica, ressaltando que "a livre circulação de mercadorias sem nota fiscal e o não recolhimento de impostos sobre substituição tributária são fatores que fazem muita diferença no dia-a-dia do Estado" e que a categoria espera que o Estado atenda suas reivindicações porque a situação salarial da Fiscalização mineira é muito desigual em relação à dos demais Fiscos estaduais. Com a matéria "Novas regras para greves", o portal Acessa.com também discute o Anteprojeto de Lei que pretende "disciplinar" a greve no funcionalismo, repercutindo a questão entre alguns líderes sindicais da Zona da Mata. Representando o SINDIFISCO-MG em Juiz de Fora, o diretor Samir Hobaica aponta o direito de greve como uma conquista histórica da sociedade e questiona: "Estamos lutando pelos nossos objetivos, e mesmo, neste caso, o governo estadual percebendo como o Estado chega a perder dinheiro, está difícil melhorar as condições de trabalho que passamos. Imagine se não pudéssemos contar em hipótese nenhuma com o direito de greve?". O Diário do Rio Doce, de Governador Valadares, destaca que os fiscais estão sendo pressionados e ameaçados pelo governo por causa da campanha: cortes de pontos, ameaças de fechamento de postos, bloqueio de acesso ao site e e-mails do Sindicato, transferência de servidores para outras unidades e tentativas de impedir reuniões do auditores nos locais de trabalho.
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG |
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