Mais de 150 auditores fiscais das Delegacias e Postos da Região Metropolitana protestaram, na tarde de ontem (18) em frente à sede da SEF/MG (Anexo II), contra as medidas de repressão implementadas, além de continuarem a reivindicar salários dignos. Apesar da convocação de última hora, a participação expressiva no ato público mostrou que a categoria está em mobilização permanente e que não se rendeu às ameaças e pressão da Administração.
O clima era de indignação e revolta contra a OS punitiva e, principalmente, contra o episódio do PF/Itabirito (vide COMUNICADO Nº 56). Com coletes pretos, apitos e faixas, os manifestantes disseram não à repressão, denunciaram o terrorismo fiscal que se instaurou na SEF e o descaso do governo em relação às reivindicações da categoria. Após a realização do protesto em frente à SEF/MG, acompanhado atentamente por dois policiais, os presentes decidiram ocupar pacificamente o prédio numa caminhada silenciosa. "Uma forma simbólica de resgatar os Órgãos Centrais (Sufis, Sutris, Saif e demais) para a SEF, a categoria e a sociedade, em defesa de um Fisco forte e autônomo, e também que esses órgãos não sejam utilizados para punição de colegas", explicou o presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro. Já dentro do prédio, na DGP/Sufis, os manifestantes decretaram, simbolicamente, o fim da repressão e mordaça. Em seguida, protestaram na sala do diretor da Sufis, Gilberto da Silva Ramos. Foram, então, até o gabinete do secretário de Fazenda, que não se encontrava no prédio naquele momento. Os auditores decidiram, então, falar com o secretário-adjunto Leonardo Colombini Lima, que estava acompanhado do chefe de Gabinete José Luiz Ricardo. Iniciou-se, então, um debate com o secretário-adjunto. O presidente do SINDIFISCO-MG e outros auditores protestaram contra as arbitrariedades e ressaltaram a necessidade de se buscar uma solução para o impasse. Um dos fiscais contestou veementemente o episódio ocorrido no PF/Itabirito, reivindicando a suspensão da OS repressiva, como um gesto de boa vontade da Administração. O secretário-adjunto afirmou desconhecer, naquele momento, o ocorrido no PF/Itabirito e prometeu analisar a reivindicação. Leonado Colombini contou, ainda, que a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, passou em frente ao prédio na hora em que estava sendo realizado o ato e, preocupada com os movimentos de servidores, telefonou imediatamente para ele, informando que já havia sido agendado, para hoje (19), uma reunião entre o vice-governador, a SEF e a Seplag para tratar desse impasse. Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG |
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