INFORME SINDIFISCO-MG

Nš 123

12 de abril de 2007
 


SINDICATO DENUNCIA TERRORISMO FISCAL

Indignado com a Portaria 044/07, o SINDIFISCO-MG denunciou o terrorismo fiscal em carta aberta à população (veja abaixo), com publicação nos principais veículos do Estado: hoje (12) no Jornal de Uberaba e no Agora (Divinópolis); amanhã (13) nos jornais de Juiz de Fora, Uberlândia, Governador Valadares, Montes Claros, Ipatinga, Varginha, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Belo Horizonte.

GOVERNO INSTITUI TERRORISMO FISCAL EM MINAS

Desde novembro de 2006, os fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais vêm tentando negociar com o governo um reajuste salarial que recomponha as perdas sofridas pela categoria nos três últimos anos.

Entretanto, ao invés de se empenhar em encontrar uma solução para o impasse, o governo tem se concentrado em punir os servidores, instituindo o terrorismo fiscal no Estado e implantando medidas que penalizarão o contribuinte.

A mais recente e absurda dessas medidas foi a criação de portaria atrelando parte significativa do salário dos auditores fiscais à aplicação de multas. Isso significa que, para garantir o seu salário integral, os auditores dos Postos e Delegacias Fiscais de todo o Estado terão que multar, em 2007, o equivalente a R$ 200 milhões.

É como se o policial passasse a ser remunerado de acordo com o número de prisões efetuadas e, o juiz, pelo número de sentenças julgadas. Os fiscais têm resistido e lutado contra essa medida arbitrária e ilegal e, por isso, vêm sofrendo todo tipo de ameaça, constrangimento, coação e assédio moral.

Pela incapacidade de resolver o impasse com a categoria fiscal, a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG) está colocando o contribuinte como refém e estimulando um conflito desnecessário entre a Fiscalização e o contribuinte. Isso é terrorismo fiscal.

Por não concordar com tal medida e antecipando ao inconformismo do contribuinte, o SINDIFISCO-MG, de forma ética, moral e transparente, impetrou mandado de segurança coletivo. A sociedade acredita na independência e imparcialidade do Poder Judiciário; e a categoria fiscal mineira aguarda, confiante, a análise da juíza titular da 2ª Vara de Fazenda Pública Estadual.


REPERCUSSÃO DO MOVIMENTO

O movimento da categoria continua repercutindo na imprensa mineira. O jornal Diário do Comércio destacou que a "greve de fiscais afeta a economia - toda a cadeia produtiva de Minas está sendo prejudicada pelo movimento". A matéria cita, ainda, a Portaria Nº 044, instituída "para forçar auditores fiscais da Receita Estadual a voltar ao trabalho", e o mandado de segurança impetrado pelo SINDIFISCO-MG.

Já o site informativo acessa.com, de Juiz de Fora, enfatizou o calendário intenso de atos públicos e paralisações desde novembro passado e a perda estimada de R$ 100 milhões.

Confira: Diário do Comércio - 10/04
  acessa.com - 09/04

Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Valéria Mercadante