INFORME SINDIFISCO-MG

Nš 107

2 de abril de 2007
 


FISCAIS DE JUIZ DE FORA DENUNCIAM ARROCHO FISCAL
  Apesar das ameaças, continuam integralmente no movimento

Os auditores do PF Antônio Reimão de Melo, em Matias Barbosa, realizaram nesta segunda (02/04), um ato público de protesto contra a alteração na legislação que trata da remuneração. Todos os fiscais da DF Juiz de Fora foram ao Posto manifestar apoio aos colegas daquela unidade, que estão sofrendo retaliação da Administração em função da adesão ao movimento. Uma vergonha para a categoria, que comissionados se prestem a este papel de trabalhar contra a categoria.

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A imprensa local esteve presente registrando o ato e espera-se grande repercussão. O MGTV (JF) já exibiu na 1ª edição de hoje, matéria sobre a manifestação. O ato público também foi divulgado no portal da TV Globo em Juiz de Fora: http://ipanorama.globo.com.

Os auditores de Juiz de Fora entendem que a OS 4 A não se sustenta já que, além de ilegal, coloca em confronto o trabalho fiscal com o interesse do empresariado, na medida em que vincula o salário do auditor às autuações. No caso do Posto Fiscal de Matias Barbosa, por exemplo, para cumprir a OS, os fiscais terão que multar mais de R$ 18.000.000,00 (dezoito milhões) este ano. Os fiscais duvidam que o governo tenha conhecimento desta linha proposta pelo Gabinete da SRE e pela Sufis.

Apesar das ameaças, os fiscais do Posto Fiscal de Matias Barbosa declararam que continuam integralmente no movimento - inclusive repudiando a OS 4 A - e que o calendário de ações propostas será cumprido integralmente pela unidade.

Representando o SINDIFISCO-MG, os diretores Samir Hobaica e Rogério Ferreira ressaltaram durante a manifestação, que a medida teria sido determinada pelo superintendente de Fiscalização Gilberto da Silva Ramos, como retaliação ao movimento reivindicatório da categoria. Como os auditores estavam em movimento de paralisação, inclusive com interrupção das atividades em diversos dias, a Sufis implementou a medida de exigência de autuação como forma de interferir no movimento. Um absurdo, segundo os diretores do Sindicato, já que as empresas é que serão penalizadas.

Os diretores também manifestaram preocupação com a segurança dos auditores, temendo uma reação do empresariado e dos transportadores de mercadorias. Lembrando a Inconfidência Mineira, alertaram para o perigo de se reproduzir, em Minas Gerais, uma nova DERRAMA determinada pela atual Administração da Fazenda.

Após o ato no Posto Fiscal de Matias Barbosa, os mais de 60 auditores presentes, por votação, decidiram procurar o superintendente Regional para manifestar a indignação da categoria com as medidas de retaliação. Às 11h30 de hoje, estiveram no gabinete da SRF/V e expuseram o seu descontentamento com as medidas implementadas, bem como em relação à posição dos comissionados, em especial delegado fiscal, Inspetoria e superintendente.

Os auditores consideraram lamentável a manifestação da inspetora Ana Cláudia Scoralick que, durante a reunião, disse textualmente que "neste momento, teve que escolher um lado". Os fiscais criticaram a posição da inspetora e afirmaram ser vergonhoso que auditores que estejam momentaneamente ocupando cargo comissionado se considerem "de um outro lado". Ao final, foi ressaltado que o SINDIFISCO-MG está trabalhando no sentido de apurar a responsabilidade pessoal daquele chefe que causar prejuízo financeiro a qualquer auditor.

FISCAIS DE POÇOS QUEREM CONTINUIDADE DO MOVIMENTO

Em Poços de Caldas os fiscais também se mobilizam pela intensificação da campanha salarial e repúdio à OS 4 A. Hoje, pela manhã, os auditores da DF de Poços se juntaram aos colegas de plantão no Posto Fiscal José Tarcísio Garcia Carvalho, para uma reunião durante a qual manifestaram seu desejo de continuidade do movimento reivindicatório.

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Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG