|
|
Nš
100
|
|
|
26 de março de 2007
|
|

|
REUNIÃO
COM SECRETÁRIO-ADJUNTO |
| |
Negociação
não avança |
A
diretoria do SINDIFISCO-MG foi convocada, às 15 horas da última
sexta-feira (23), para uma reunião às 17 horas do mesmo
dia com o secretário-adjunto da Fazenda, Leonardo Maurício
Colombini Lima.
Participaram
da reunião: pelo Sindicato, o presidente Lindolfo Fernandes de
Castro, o diretor Luiz Eduardo Modesto e o representante da DF/BH 3 Luiz
Otávio Dutra; pela SEF/MG, além do secretário-adjunto,
o subsecretário da Receita Estadual, Pedro Meneguetti e o novo
superintendente da SRH, Paulo Márcio Bruno.
A reunião, realizada no gabinete do secretário-adjunto,
foi longa - quase três horas de discussão - sem, entretanto,
haver avanço na negociação. Apesar disso, a Administração
solicitou que a categoria retornasse às atividades normais. A diretoria,
por sua vez, foi franca em dizer que não há haverá
retorno ao ritmo normal de trabalho com essa contraproposta, que está
muito distante do reivindicado, tanto nos valores quanto na forma.
CONFIRA, ABAIXO, OS PRINCIPAIS PONTOS DA REUNIÃO.
A
POSIÇÃO DA SEF/MG
O subsecretário da Receita afirmou, logo no início da reunião,
que os chefes disseram que a Administração deveria chamar
o SINDIFISCO-MG para conversar, e admitiu que foi um erro não envolver
o Sindicato na negociação da contraproposta da SEF/MG.
O secretário-adjunto defendeu a contraproposta apresentada ao SINDIFISCO-MG
e ressaltou o empenho do Pedro Meneguetti em consegui-la, inclusive destacando
que ele havia conseguido além do esperado pelo secretário
Simão Cirineu. Entretanto, foi categórico em afirmar
que, em termos de impactos financeiros, a contraproposta é definitiva.
Foi utilizado, como argumento, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a proximidade
com o limite prudencial.
Foi relatado que a conta reserva plus será paga nas férias
regulamentares e no décimo-terceiro salário, mas não
nas licenças e aposentadoria, devido à natureza da conta.
Também foi informado que na terça-feira (27) será
publicado um decreto alterando o reajuste do ponto, baseado somente no
IPCA (exclusão do PIB), com efeito a partir de 2008.
A Administração afirmou que, segundo levantamento da SRH
em outros estados, a situação do Fisco mineiro não
era tão ruim e que, com essa contraproposta, o piso salarial ficaria
entre os melhores. Disse, ainda: que o Sindicato estava vendendo ilusão
para a categoria; que esse impasse deveria ser resolvido; que se poderia
avançar em outras questões e que se deve dar um passo de
cada vez.
O secretário-adjunto pediu, então, que a categoria retornasse
ao trabalho para que se avançasse em outros pontos.
Ao final, entretanto, o secretário-adjunto deixou escapar que as
ações da Administração seriam no sentido de
coibir e penalizar os servidores que participassem do movimento.
A
POSIÇÃO DO SINDIFISCO-MG
O presidente esclareceu, inicialmente, que, apesar de a situação
ser de conflito e enfrentamento, a diretoria está aberta ao diálogo
e negociação, por entender que não são posturas
contraditórias, mas complementares. Foi ressaltado, ainda, que
quem negocia, com legitimidade, em nome da categoria é o Sindicato
e não os técnicos que estavam tratando dessa questão
com o governo.
A diretoria afirmou que a categoria está indignada com a contraproposta
apresentada. A proposta da categoria foi defendida de forma veemente,
com a demonstração clara de que, pela qualidade de seus
componentes, o Fisco Mineiro, uma vez justiçado e motivado, irá
saber atuar de forma a dar o devido retorno. Além disso, foi lembrado
aos presentes que o único responsável pela deflagração
do movimento é o próprio Governo, que começou a desrespeitar
a categoria no início de 2003, com a suspensão do Decreto
do ponto-GEPI, e desde então só tem atuado contra a categoria.
A diretoria destacou:
A indignação da categoria com o bloqueio do site e e-mails
do Sindicato;
A situação de caos em que se encontra a Fazenda;
As reduções na arrecadação, de R$ 7 milhões/mês
nos Postos Fiscais e de pelo menos R$ 25 milhões no setor de
combustíveis, além de valores sabidamente expressivos
e definitivos na receita da ST interna;
A convicção de que não será com repressão
e "chicote" que a categoria retornará à normalidade
do trabalho;
O nível de desconfiança que a categoria tem em relação
às promessas do governo;
A necessidade de se melhorar a contraproposta, que além de ser
divisionista e excludente, está, sob o ponto de vista financeiro,
muito aquém do que a categoria reivindica;
A certeza de que não serão mais ou menos R$ 500 líquidos
que irão fazer a categoria voltar a produzir na plenitude de
seu potencial.
O argumento da Administração referente ao limite prudencial
da LRF foi imediatamente rebatido pelo presidente do Sindicato, que disse
existirem vários artifícios de interpretação
que poderiam, com sua aplicação, aumentar ou diminuir o
índice - a metodologia aplicada nos diversos estados não
é uniforme.
A diretoria contestou o resultado do levantamento salarial em outros Estados,
afirmando que os setores de Recursos Humanos não informam todos
os itens da remuneração e ressaltando que o SINDIFISCO-MG
tem contato direto com as lideranças sindicais dos Fiscos Estaduais,
através das quais foi possível obter as informações
que demonstram que o fiscal mineiro tem, realmente, o 18º piso salarial.
Em relação ao pedido de retorno ao trabalho normal, foi
dito que o Sindicato não iria - como eles - vender ilusão,
pois a categoria não aceitaria voltar à normalidade com
essa contraproposta. Foi informada, ainda, a publicação
de mais uma carta aberta no domingo (25), denunciando a repressão
ao movimente e a tentativa de atrelar os salários ao número
de autuações.
A diretoria frisou que a categoria não acredita mais nas promessas
do governo. Para que a Administração mostrasse que, daqui
para frente as promessas seriam cumpridas, foram sugeridos, como gesto
de boa vontade, a implementação de ações concretas,
tais como o desbloqueio do site e a alteração da contraproposta.
|
ERRATA
No
último parágrafo do comunicado SINDIFISCO-MG
nº 41, foi informado, equivocadamente, que haveria uma reunião
na DF/BH (1, 3 e 4) hoje, 26 de março, no turno da tarde.
Na verdade, a reunião está programada para amanhã,
terça-feira, 27 de março.
|
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Valéria Mercadante
|