INFORME SINDIFISCO-MG

Nš 74

8 de março de 2007
 


LIDERANÇAS SINDICAIS PRESSIONAM SEPLAG
  Erro técnico deixa 5.000 servidores sem pagamento

Assim que foram identificados erros nos contracheques de fevereiro dos auditores fiscais, cujos valores vieram "zerados", o SINDIFISCO-MG entrou em contato, por diversas vezes, com a SEF e Seplag, recebendo informações imprecisas. O mesmo caso foi constatado em outros órgãos, prejudicando 5.000 servidores.

Indignadas, as lideranças sindicais do funcionalismo estadual estiveram, na tarde de ontem (7) na Seplag, pressionando para serem recebidos, com objetivo de reivindicar uma solução urgente para a questão. Depois de muita insistência, o grupo foi recebido pelo subsecretário de Gestão, Frederico César Silva Melo. Representando o SINDIFISCO-MG, participou da reunião a vice-presidente Maria Helena de Freitas Campos.

Questionado sobre o que efetivamente ocorreu, o subsecretário atribuiu a falha à implantação de novo módulo do SISAP, mais eficiente e sofisticado, que, entretanto, não conseguiu fazer a correta migração de todos os dados dos servidores. Segundo ele, os erros foram detectados na segunda-feira (5), mas somente identificados na quarta (7).

NOVA FOLHA SERÁ PROCESSADA
O subsecretário afirmou que como o número de servidores atingidos é muito grande, optou-se pelo processamento de uma nova folha, já que os pagamentos através de Ordem de Pagamento Especial (OPE) poderiam demorar um tempo maior. Destacou, ainda, que uma força-tarefa de técnicos foi formada, trabalhando 24 horas por dia, inclusive no final de semana caso seja necessário, com objetivo de sanar o problema até a data-limite, 14 de março.

As lideranças sindicais reivindicaram uma intervenção junto ao Banco Itaú para que não haja nenhum prejuízo para o servidor, decorrente da falta de provisão de fundos neste período, bem como à Copasa e à Cemig para que não fosse cobrada nenhuma multa nem cortado fornecimento de água e energia pelo atraso de pagamento. Segundo Renato Barros, coordenador da Intersindical, existe uma lei que proíbe a cobrança de encargos, em caso de atraso nos pagamentos do funcionalismo estadual.

Ao final, o subsecretário assumiu o compromisso de oficializar a questão, enviando correspondência às lideranças sindicais, detalhando o ocorrido e definindo o dia 14 como data-limite do pagamento a estes servidores.

SEPLAG DEVE SE RESPONSABILIZAR PELOS PREJUÍZOS
A diretoria do SINDIFISCO-MG lamenta a maneira como a Seplag tratou a questão. "Não se trata de um simples erro, pois 5.000 servidores foram prejudicados. Não concordamos com a forma como a Seplag solucionou a questão nem com o prazo estipulado para o pagamento. Vamos continuar pressionando a Seplag para a redução desse prazo, bem como para assumir a responsabilidade pelos prejuízos decorrentes deste atraso. Os servidores devem guardar os comprovantes (cobrança de multas, juros de cheque especial etc.) para possíveis ações judiciais de danos materiais e morais", ressalta o presidente do SINDIFISCO-MG.

Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Valéria Mercadante