INFORME SINDIFISCO-MG

Nš 69

5 de março de 2007
 


INÍCIO DE MAIS UMA SÉRIE DE PARALISAÇÕES
  A força do movimento está na coesão nas ações

Inicia-se hoje mais uma série de paralisações definidas pelo Comando Estadual de Mobilização. De segunda (5) à quinta-feira (8), os Postos Fiscais paralisam suas atividades em todo o Estado. Nesta terça (6), as Delegacias Fiscais e demais Unidades também estarão paradas.

ATENÇÃO AO CALENDÁRIO DESTA SEMANA
Arrecadação zero, AI zero, DAF zero

PARALISAÇÕES DE OITO HORAS - De 9h às 17h
POSTOS FISCAIS: DIAS 5, 6, 7 e 8
DELEGACIAS E DEMAIS UNIDADES: 6

BLACK OUT SILENCIOSO DE 4 HORAS
Na TARDES dos DIAS 7 e 8: DELEGACIAS E DEMAIS UNIDADES


ESCLARECIMENTO À SOCIEDADE
Neste domingo, o SINDIFISCO-MG publicou, no jornal Estado de Minas, mais uma carta aberta à população, informando que as paralisações continuam neste mês. Confira abaixo.

Estado de Minas, 4 de março de 2007 - 1º Caderno, Seção Política, Pág. 8

ESTADO NÃO ESTÁ COMBATENDO A SONEGAÇÃO

Em campanha salarial desde novembro de 2006, os fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais decidiram prosseguir com as paralisações em todas as unidades do Estado. Para o mês de março estão programadas três séries de paralisações: do dia 5 ao dia 8, de 19 a 22 e de 26 a 29.

Em entrevistas recentes, o vice-governador, Antônio Augusto Anastasia, tem declarado que, em quatro anos, a receita do Estado ultrapassou a da região Sudeste. O Sindicato da categoria - SINDIFISCO-MG - lembra que foi o trabalho direto da fiscalização que elevou em 77% a receita do Estado, alçando Minas Gerais à condição de 2ª maior arrecadação do País, situação que, por diversas vezes, mereceu o elogio público do governador Aécio Neves.

Entretanto, entre o discurso e a prática há uma enorme distância. Apesar de contribuir diretamente para o crescimento, os fiscais mineiros não contam com o reconhecimento e a merecida valorização profissional por parte do governo. Os salários da categoria estão bastante defasados e o piso salarial encontra-se, hoje, em 18º lugar em relação ao dos demais Estados.

Os fiscais criticam o descaso do governo, que não tem se empenhado em buscar uma solução rápida para o problema e denunciam: enquanto perdurar o impasse, o Estado está deixando de combater a sonegação e os crimes dela decorrentes.

REUNIÃO EM MONTES CLAROS
Em continuidade aos debates locais, o presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, esteve, na última sexta-feira (3) em Montes Claros, reunindo-se com 42 fiscais da região, ativos e aposentados. O presidente parabenizou os colegas SRF VI, que vêm cumprindo todas as decisões do Comando Estadual de Mobilização e as orientações do Sindicato.

Veja as fotos

O presidente fez um relato sobre o movimento e as perspectivas de negociação, ressaltando a necessidade da estruturação da categoria para um longo período de enfrentamento. Esclareceu, ainda, sobre o envolvimento dos ocupantes de cargos comissionados e a importância de intensificação da luta pelo apoio e adesão efetiva desses colegas. "O movimento é justo e não há a mínima chance nesse governo de conseguirmos avançar, em termos salariais, sem luta", ressaltou.

Os participantes da reunião reivindicaram o início efetivo das ações direcionadas; o presidente informou que, de acordo com o novo calendário, elas serão implementadas a partir de 14 de março.

"Apesar da ansiedade de alguns na solução do impasse, temos demonstrado ao governo a nossa disposição para a luta, ainda que seja longa. O que vai colocar o Sindicato na mesa de negociação - e com condições de avanço -
é a força da nossa luta", ressaltou o presidente.

MINAS PERDE R$ 10,7 MI COM VENDA DE BANCO
  Um negócio da China!

Matéria publicada ontem (4) no jornal Folha de São Paulo destaca que "a liquidação judicial do Banco Open, que faliu nos anos 90, acabou muito mal para o governo de Minas Gerais". Vejam só que competência: segundo a matéria, o Estado de Minas Gerais, ex-maior credor do banco, vendeu seus créditos, em leilão privado, por R$ 1,7 milhão em junho de 2006; sete meses depois, a justiça do Rio pagou R$ 12,4 milhões pelos créditos. E mais: esses créditos pertenciam à estatal MGI, subordinada à SEF/MG.

Confira a matéria: FSP - 04/03

Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalista responsável: Valéria Mercadante