Matéria sobre dotações orçamentárias para custeio e pagamento de pessoal dos Poderes, incluindo Ministério Público (MP) e Tribunal de Contas (TCE), publicada ontem (22) no jornal Estado de Minas, confirma o que o SINDIFISCO-MG já vinha denunciando: o ajuste fiscal foi feito à custa dos servidores do Executivo. A cartilha "Quem bancou o ajuste fiscal? - Superávit para Minas e arrocho salarial para os servidores do Executivo", publicada pelo Sindicato em março de 2006, mostrava que enquanto as despesas com pessoal do Executivo reduziram, as do Ministério Público e do Judiciário aumentaram. Veja na tabela abaixo, elaborada de acordo com os dados divulgados pelo Estado de Minas, que a variação nominal da despesa para custeio e pessoal do Executivo, entre 2003 e 2007 (orçado), foi de 26,9%, inferior à inflação do período (28,20%). Observe, ainda, que a variação nos outros Poderes foi superior à inflação: 71,6% (TCE); 65,1% (MP); 54,7% (Judiciário).
Segundo o presidente do Sindicato, os números confirmam, mais uma vez, que é o Estado Robin Hood às avessas, que tira dinheiro dos pobres (os trabalhadores) para dar aos ricos. "Como se vê, os primos pobres do Executivo pagaram as contas em Minas, por um lado com achatamento dos salários e, por outro, tributação excessiva sobre a folha e os bens essenciais (luz, 43% - telefone e gasolina - 33%)", avalia. Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||