“Quem se curva aos poderosos, mostra a ... aos oprimidos”. Assim que o SINDIFISCO-MG divulgou a informação de que os superintendentes estão convocando fiscais para reuniões, na tentativa de dissuadi-los da idéia de prosseguir com o movimento, começaram a chegar ao Sindicato relatos de algumas das reuniões já realizadas. Colegas da DF BH e das Delegacias Fiscais de Juiz de Fora e Contagem fizeram questão de informar ao Sindicato o teor das reuniões e, principalmente, a reação dos auditores. Segundo os relatos, os fiscais rebateram cada um dos argumentos apresentados pelos superintendentes que, inicialmente, procuraram convencer os servidores da necessidade de conceder o prazo de 60 dias solicitado pelo governo. Quando todos os argumentos já haviam sido contestados e os fiscais deixaram claro que a postura do governo em relação ao funcionalismo no mandato anterior não o credencia a pedir ou exigir mais nada dos servidores, alguns superintendentes apelaram para a estratégia das ameaças veladas. Mais uma vez não deu certo. Em uma das unidades citadas os servidores reagiram à ameaça perguntando ao superintendente se ele não se envergonhava de prestar-se ao papel de representante da Administração e como imaginava que seria sua relação profissional com os colegas quando deixasse de ocupar o cargo comissionado e retornasse à posição de efetivo? Os auditores fizeram, ainda, questão de manifestar sua indignação com o governo – especialmente com a alta cúpula da SEF/MG – e com todos os superintendentes que, embora pertencendo à categoria, estão se curvando às ordens da Fazenda. O SINDIFISCO-MG considera lamentável que colegas que ocupam cargo comissionado
de recrutamento restrito – que é uma conquista da categoria e
da sociedade, na medida em que garante que não haverá interrupção
do serviço público – se utilizem desse cargo, por interesses
pessoais de permanência, para reprimir uma categoria que está lutando
contra o desmantelamento do Fisco e por reivindicações reconhecidamente
justas.
Em tempo – Hoje (22), pela manhã, os auditores que trabalham nos Postos Fiscais da Região Metropolitana se reuniram, em Contagem, com o superintendente em exercício Cláudio Olímpio Álvares Moraes. Confirmando sua disposição de luta, os servidores disseram ao superintendente que, se alguns comissionados decidiram conceder ao governo o prazo de 60 dias “isso é um problema deles” e que a categoria não faria o mesmo porque não acredita mais no que classificou como “falsas promessas”. Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG | |||||||||||||||