Para embasar nossas reivindicações e facilitar o processo de negociação com a SEF/MG, o SINDIFISCO-MG fez um levantamento da remuneração dos servidores públicos federais, similar ao que já havia sido realizado pelo Sindicato em relação aos demais Fiscos estaduais. A comparação permite avaliar a extensão da defasagem salarial do Fisco mineiro em relação a outros cargos públicos, entre os quais alguns que também se caracterizam como função exclusiva de Estado. Para se ter uma idéia, o piso salarial de um fiscal que trabalha em Minas Gerais, atualmente equivale ao de um técnico da Receita Federal. Sem desmerecer o trabalho dos técnicos, a categoria fiscal não pode aceitar que o seu piso esteja no mesmo patamar de um cargo hierarquicamente inferior, para o qual se exige menor preparo e habilidades e sobre o qual recaem responsabilidades menores que as delegadas aos auditores fiscais. Na Polícia Federal, o valor do subsídio do pessoal da ativa equivale ao subsídio dos aposentados em todas as categorias: delegados, peritos etc. O analista do Banco Central tem um salário superior ao do auditor fiscal mineiro e ainda goza do direito à paridade. O mesmo acontece com as carreiras de Magistratura e Promotoria, cujas instituições asseguram ao servidor o direito à mesma remuneração de outros profissionais de nível idêntico ao seu. Os exemplos devem servir de estímulo para que a categoria continue mobilizada na luta por um piso salarial compatível com a importância do seu trabalho. Se a SEF/MG falha como instituição, na medida em que não valoriza os seus servidores, a categoria deve lutar para que a visão institucional seja modificada, contribuindo para a construção de uma outra SEF, com servidores motivados e cada vez mais empenhados na execução de suas tarefas.
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG |
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