Entre as estratégias de luta que vêm sendo adotadas pela categoria fiscal durante o movimento reivindicatório, está a desmistificação do governo Aécio junto à opinião pública. Não se trata de simplesmente criticar o governo, mas, sim, de mostrar que entre o discurso oficial e a realidade de Minas Gerais – segunda maior arrecadação do país –, existe um fosso profundo onde estão depositadas as mazelas da Administração pública no Estado: falta de investimentos em serviços essenciais, arrocho salarial dos servidores, dívida crescente com a União e alíquotas confiscatórias sobre as tarifas de serviços básicos como luz e telefone, entre outros. Nesse sentido, o presidente do SINDIFISCO-MG Lindolfo Fernandes de Castro tem se empenhado em atender os convites que chegam ao Sindicato, geralmente vindos de outros Fiscos estaduais, para falar sobre a experiência do “choque de gestão” implementado em Minas, que tem atraído a atenção dos gestores dos outros Estados. Nas palestras, o presidente do Sindicato procura mostrar que o ajuste fiscal foi feito às custas do sacrifício do funcionalismo e da população mais carente e que, ao contrário do que tem sido divulgado, não resultou em benefícios significativos para a sociedade mineira. Tudo isso com opinião fundamentada em relatórios técnicos do próprio governo e na experiência de quem vive e trabalha no Estado. Lindolfo de Castro tem sido recebido com entusiasmo pelos colegas dos Estados visitados, que vêem nas palestras uma oportunidade de conhecer melhor o projeto e, sabendo dos seus riscos, tentar evitar que a experiência se repita nesses locais. Até o momento já foram realizadas palestras no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. No final de fevereiro, o presidente do SINDIFISCO-MG também estará em Alagoas, onde falará sobre o “choque de gestão”, a convite do Sindifisco-AL. A repercussão das palestras tem sido positiva também na medida em que cria oportunidades de inserção na mídia e, quando isso acontece, é sempre mais uma chance de tornar público o movimento e as reivindicações da Fiscalização mineira. Um exemplo recente está no editorial “Em compasso de espera”, publicado na edição do último mês de dezembro da revista Finanças em Linha, editada pelo Sindaf/RS que, já na primeira frase, faz referência à palestra do presidente do SINDIFISCO-MG: “Ao que tudo indica, a ponte aérea Porto Alegre/Belo Horizonte será a rota mais procurada pela governadora Yeda Crusius e seus assessores nos próximos quatro anos”. Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG |
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