INFORME SINDIFISCO-MG

Nš 15

10 de janeiro de 2007
 
   
REUNIÃO COM O SECRETÁRIO SIMÃO CIRINEU
  Negociação não avança: governo pede tempo

Convocada para uma reunião hoje (10) com o novo secretário de Fazenda, Simão Cirineu Dias, a diretoria do SINDIFISCO-MG saiu decepcionada do encontro, que não resultou em avanço na negociação. O secretário disse à diretoria que, tão logo tomou posse no cargo, procurou o governador para buscar uma solução para o impasse. A conversa teria resultado na informação de que o governo precisa de um prazo de 60 dias para, após concluir através de Lei Delegada a questão da tabela dos cargos comissionados, analisar o impacto financeiro da medida. Só então, segundo o novo secretário, seria possível começar a discutir o problema salarial do Fisco.

Simão Cirineu afirmou sua intenção de resolver o mais rapidamente possível a questão, mas, antecipou que, certamente, nem todas as reivindicações poderão ser atendidas. O secretário alegou, ainda, que a Fazenda não é a gestora da política de pessoal do Estado, transferindo parte da responsabilidade para a Seplag.

Também presente à reunião, o subsecretário da Receita Estadual, Pedro Meneguetti, que permanecerá no cargo a convite do secretário, manifestou sua preocupação com a paralisação dos postos e delegacias fiscais e o comprometimento da arrecadação, reforçando o pedido de tempo feito pelo secretário.

A posição da Diretoria – movimento continua

A diretoria contestou imediatamente a posição do governo afirmando que o Fisco já espera por uma solução há quatro anos. Diante do pedido de tempo, disse que informará à categoria, mas antecipou que sua posição é pela intensificação do movimento. Ressaltando todas as perdas sofridas pela Fiscalização na primeira gestão do governo Aécio, afirmou que a categoria não acredita mais nesse tipo de promessa, inclusive porque o governo que acaba de tomar posse é o mesmo, a alta cúpula da Administração permaneceu praticamente inalterada e o discurso, ao que tudo indica, também tende a se repetir. Diante do exposto, informou que o movimento continuará firme em todo o Estado, com paralisações e demais ações de interferência na receita, até que o governo apresente uma proposta que contemple as reivindicações da categoria.

Em tempo – A reunião na SEF/MG contou com as participações do secretário Simão Cirineu, do secretário adjunto João Fleury, do subsecretário Pedro Meneguetti e do chefe de Gabinete José Luiz Ricardo.
Representando a diretoria do SINDIFISCO-MG compareceram o presidente Lindolfo Fernandes de Castro, a vice-presidente Maria Helena de Freitas Campos, e os diretores Eduardo Samaan, José Roberto Medeiros (Catraca), Luiz Eduardo Modesto, Rogério Ferreira e Samir Hobaica.

NESTA QUINTA, 11/01: PARALISAÇÃO NOS POSTOS E BLACK OUT SILENCIOSO NAS DELEGACIAS E DEMAIS UNIDADES

Como o resultado da reunião com o novo secretário não foi favorável às reivindicações da categoria, a orientação para esta quinta-feira é a de que os postos fiscais prossigam com a paralisação e que as delegacias e demais unidades realizem o black out silencioso de 4 horas.

Mais do que nunca é preciso intensificar a mobilização e garantir que o movimento não perca sua força. Se, ao adiar a decisão, o governo pretende enfraquecer o movimento e abalar a confiança dos servidores na possibilidade de vitória, temos que mostrar que somos fortes o suficiente para resistir às pressões e continuar lutando.

Apuração realizada pelo SINDIFISCO-MG nesta quarta-feira (10) indica que o movimento continua forte em todo o Estado alcançando 100% de adesão. Vamos manter esse ritmo nos próximos dias!

ADESÃO DOS COMISSIONADOS

Nesse momento de intensificação da mobilização, o SINDIFISCO-MG renova o apelo aos comissionados que ainda não aderiram à luta da categoria fiscal, para que se posicionem mais firmemente, enviando ao Sindicato seu apoio formal ao movimento.

Elaborado pela Assessoria de Comunicação SINDIFISCO-MG
Marcela Souza