Convocada para uma reunião hoje (10) com o novo secretário de Fazenda, Simão Cirineu Dias, a diretoria do SINDIFISCO-MG saiu decepcionada do encontro, que não resultou em avanço na negociação. O secretário disse à diretoria que, tão logo tomou posse no cargo, procurou o governador para buscar uma solução para o impasse. A conversa teria resultado na informação de que o governo precisa de um prazo de 60 dias para, após concluir através de Lei Delegada a questão da tabela dos cargos comissionados, analisar o impacto financeiro da medida. Só então, segundo o novo secretário, seria possível começar a discutir o problema salarial do Fisco. Simão Cirineu afirmou sua intenção de resolver o mais rapidamente possível a questão, mas, antecipou que, certamente, nem todas as reivindicações poderão ser atendidas. O secretário alegou, ainda, que a Fazenda não é a gestora da política de pessoal do Estado, transferindo parte da responsabilidade para a Seplag. Também presente à reunião, o subsecretário da Receita Estadual, Pedro Meneguetti, que permanecerá no cargo a convite do secretário, manifestou sua preocupação com a paralisação dos postos e delegacias fiscais e o comprometimento da arrecadação, reforçando o pedido de tempo feito pelo secretário.
A diretoria contestou imediatamente a posição do governo afirmando que o Fisco já espera por uma solução há quatro anos. Diante do pedido de tempo, disse que informará à categoria, mas antecipou que sua posição é pela intensificação do movimento. Ressaltando todas as perdas sofridas pela Fiscalização na primeira gestão do governo Aécio, afirmou que a categoria não acredita mais nesse tipo de promessa, inclusive porque o governo que acaba de tomar posse é o mesmo, a alta cúpula da Administração permaneceu praticamente inalterada e o discurso, ao que tudo indica, também tende a se repetir. Diante do exposto, informou que o movimento continuará firme em todo o Estado, com paralisações e demais ações de interferência na receita, até que o governo apresente uma proposta que contemple as reivindicações da categoria.
Como o resultado da reunião com o novo secretário não foi favorável às reivindicações da categoria, a orientação para esta quinta-feira é a de que os postos fiscais prossigam com a paralisação e que as delegacias e demais unidades realizem o black out silencioso de 4 horas. Mais do que nunca é preciso intensificar a mobilização e garantir que o movimento não perca sua força. Se, ao adiar a decisão, o governo pretende enfraquecer o movimento e abalar a confiança dos servidores na possibilidade de vitória, temos que mostrar que somos fortes o suficiente para resistir às pressões e continuar lutando.
Nesse momento de intensificação da mobilização, o SINDIFISCO-MG renova o apelo aos comissionados que ainda não aderiram à luta da categoria fiscal, para que se posicionem mais firmemente, enviando ao Sindicato seu apoio formal ao movimento. Elaborado
pela Assessoria de Comunicação SINDIFISCO-MG |
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