INFORME SINDIFISCO-MG

Nš 96

31 de julho de 2006
 

LIDERANÇAS SINDICAIS reúnem-se com ANASTASIA
     Em debate, as reivindicações dos servidores públicos

Crédito: Omar Freire / Comitê de Imprensa
 

Na tarde da última sexta-feira (28), as lideranças sindicais das entidades do funcionalismo estadual reuniram-se com o ex-secretário de Estado de Planejamento e Gestão, An

tonio Augusto Junho Anastasia, atual candidato a vice-governador na Chapa Aécio Neves. O convite partiu do próprio candidato, com objetivo de debater as reivindicações e sugestões de propostas dos servidores públicos para serem incluídas no programa de governo.

Cada entidade apresentou, de forma sucinta, suas reivindicações específicas. Representando o SINDIFISCO-MG, o presidente Lindolfo Fernandes de Castro, entregou ao professor Anastasia o caderno “Reivindicações dos AFREs”, contendo as questões específicas: piso salarial, distorções na carreira, política salarial, despesas de acidente com veículo oficial, avaliação de desempenho individual, subteto e nova Administração Tributária. As reivindicações da categoria foram subsidiadas com documentação consistente, tal como tabela do ranking do piso salarial do Fisco Estadual e quadro comparativo dos tetos salariais, além de legislação específica dos Estados que já solucionaram a questão do subteto estadual.

O presidente do SINDIFISCO-MG, em nome do funcionalismo, apresentou, também, as reivindicações gerais, entregando uma análise crítica, com os pontos negativos e as incoerências da política remuneratória proposta pelo governo (vide Informe Nº 95 – Reunião com o subsecretário do Tesouro). Ressaltou, ainda, que o choque de gestão foi bancado pelos servidores do Poder Executivo estadual, que já deram além de sua cota de sacrifício, demonstrando a evolução das despesas que compõem o orçamento fiscal e, na oportunidade, entregou a cartilha “Quem bancou o ajuste fiscal?”, elaborada pelo Sindicato.

Após ouvir as lideranças sindicais, o candidato a vice-governador disse que concordava com a maioria das críticas e que as reivindicações específicas serão analisadas. Entretanto, afirmou discordar que funcionalismo bancou o choque de gestão, destacando que a vida do servidor está bem melhor do que em 31 de dezembro de 2002, pois, além de receber o salário em dia, as contas do Estado estão ajustadas. ”Não adianta conceder reajuste de 50% se o Estado não pode bancar”, observou Anastasia.

O presidente do SINDIFISCO-MG rebateu o ex-secretário na mesma hora, dizendo que os números levantados (dados oficiais), que inclusive estão na cartilha e na análise crítica entregues a ele, confirmam que o ajuste fiscal do Estado foi obtido à custa dos servidores do Executivo.

Em relação à política remuneratória, Anastásia disse que o funcionalismo não precisava temer os fatores condicionantes para a concessão de reajustes, tal como um resultado fiscal negativo, pois a prioridade do governo é manter o superávit.

Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Valéria Mercadante