INFORME SINDIFISCO-MG

Nš 86

3 de julho de 2006
 

ESTADO DE MINAS É CARTA DE APRESENTAÇÃO DO INDG
     Atuação do Instituto também é questionada no RS


O Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG) foi contratado, em fevereiro de 2005, pelo Programa Gaúcho da Qualidade da Produtividade (PGQP), para ajudar o Estado do Rio Grande do Sul a aumentar a arrecadação e cortar despesas. O trabalho de consultoria desse Instituto, a exemplo de Minas Gerais, foi financiado por grandes empresários. As atividades do INDG no Rio Grande do Sul devem ser concluídas neste mês, entretanto sem alcançar as metas inicialmente projetadas. Tal assunto foi objeto de diversas matérias na imprensa gaúcha, em que os dirigentes do INDG trocaram farpas com o governo.

De um lado, nosso velho conhecido, o dirigente do INDG Vicente Falconi, considerado pela mídia gaúcha como “o mago que equilibrou as contas de Minas Gerais”, justificou o resultado abaixo do esperado no Rio Grande do Sul, afirmando que faltaram entusiasmo, comprometimento e empenho do governador, dos seus secretários e funcionários. “Em Minas, a vantagem é que o governador Aécio Neves se comprometeu antes de ser eleito. A situação era muito pior do que no Rio Grande do Sul. Em um ano e meio, conseguimos o equilíbrio fiscal porque houve vontade e decisão“, ressaltou.

Do outro lado, o secretário Paulo Michelucci, que na época da contratação do INDG era secretário de Fazenda e em março deste ano assumiu a chefia da Casa Civil, afirmou que “Falconi está desinformado. Ele não tem a realidade do que é o governo do Rio Grande do Sul. Talvez ele não tenha participado do dia-a-dia com os funcionários da Fazenda para avaliar o esforço que eles fizeram. É injusta essa afirmação sem conhecimento de causa”. Também questionou: “O trabalho do INDG alcança a questão previdenciária? Não. Alcança a nossa característica exportadora e a perda que temos com a desoneração? Não”.

O vice-governador do Estado, Antonio Hohfeldt também rebateu as declarações do consultor com o argumento de que os funcionários da Fazenda não têm culpa dos números obtidos. “Se Falconi conseguir propor mais redução de gastos do que o governo já fez, darei um prêmio para ele”, justificou.

SINDIFISCO-MG CONTESTA A POSIÇÃO DE QUE O INDG RESOLVEU O PROBLEMA DE MINAS GERAIS

CONFIRA: Artigo – Minas é carta de apresentação de empresa privada Nota – Correio do Povo

Da atuação do INDG, tanto em Minas Gerais quanto no Rio Grande do Sul, a constatação é óbvia: o Instituto não contribuiu para colocar as finanças em dia nesses Estados. Através de artigo esclarecedor, o presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, explica como foi conquistado o alardeado déficit zero do governo Aécio, lamenta que o Estado de Minas Gerais seja utilizado como carta de apresentação de empresa privada, denuncia a ilegalidade do contrato e o acesso a dados sigilosos dos contribuintes, alertando para a tentativa de privatização do Fisco. Tal artigo foi enviado à imprensa gaúcha, com nota publicada no jornal Correio do Povo, além de estar em destaque nos sites do Sintaf/RS e Fenafisco.

Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Valéria Mercadante