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“Não
estamos pedindo nada além da lei, apenas que haja justiça”.
Com essas palavras, o presidente da AAFIT/MG, José Augusto
de Paula Freitas, resumiu o sentimento de todos os servidores
públicos federais e estaduais que participaram nesta quarta-feira,
28 de junho, do ato público em protesto pela demora do
julgamento dos acusados pelo crime de Unaí. Ao lado do
presidente da AAFIT/MG, o presidente do SINDIFISCO-MG,
Lindolfo Fernandes de Castro, comandou a manifestação,
conduzindo a passeata, que se iniciou na Praça da Assembléia
Legislativa, até o prédio da Justiça Federal.
Os manifestantes pediram o fim da impunidade e cobraram do Poder
Judiciário celeridade no julgamento.
As
entidades que compõem o Fisco Fórum participaram
da manifestação carregando uma faixa com os seguintes
dizeres: “ A bala que mata o agente público
fere a sociedade”. Desde o início, o
Fisco Fórum tem participado ativamente de todos os atos
públicos realizados para relembrar o episódio,
por entender que, ao atingir os servidores, o crime atingiu
o Estado como instituição e, se os servidores
não se organizarem em defesa da instituição
que representam, se tornarão reféns do crime
organizado, permitindo que situações como essa,
se repitam. Em todas as oportunidades, o Fisco Fórum
tem ressaltado a importância da união das categorias
para cobrar do Estado a segurança necessária
aos agentes públicos no trabalho diário da fiscalização.
Após
a manifestação, os participantes formaram uma
comissão para levar a reivindicação dos
servidores à diretoria do Foro Regional da Justiça
Federal. Na ausência da diretora, dra. Maria Edna Fagundes
Veloso, foram recebidos pelo secretário Administrativo,
Raimundo Ferreira, que se comprometeu a transmitir a reivindicação à diretora.
Afirmou, ainda, que conversarão com o juiz Francisco
de Assis Betti, autor da sentença de Pronúncia
que definiu que os acusados devem ir a júri popular, à exceção
de Antério Mânica, por ser prefeito de Unaí. Os
nove acusados pelo crime estão presos desde julho de 2004
e, até agora, não foram levados a julgamento. Durante
a reunião, os manifestantes fizeram questão de
ressaltar a conduta irrepreensível da Justiça Federal
no caso, assim como a do Ministério Público, mas
afirmaram que é fundamental que o julgamento aconteça
logo, para acabar com a sensação de impunidade
e em respeito à memória dos colegas mortos.
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