INFORME SINDIFISCO-MG

Nš 84

28 de junho de 2006
 

FISCO FÓRUM PARTICIPA DE ATO PÚBLICO QUE PEDE JUSTIÇA JÁ

 
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“Não estamos pedindo nada além da lei, apenas que haja justiça”. Com essas palavras, o presidente da AAFIT/MG, José Augusto de Paula Freitas, resumiu o sentimento de todos os servidores públicos federais e estaduais que participaram nesta quarta-feira, 28 de junho, do ato público em protesto pela demora do julgamento dos acusados pelo crime de Unaí. Ao lado do presidente da AAFIT/MG, o presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, comandou a manifestação, conduzindo a passeata, que se iniciou na Praça da Assembléia Legislativa, até o prédio da Justiça Federal. Os manifestantes pediram o fim da impunidade e cobraram do Poder Judiciário celeridade no julgamento.

As entidades que compõem o Fisco Fórum participaram da manifestação carregando uma faixa com os seguintes dizeres: “ A bala que mata o agente público fere a sociedade”. Desde o início, o Fisco Fórum tem participado ativamente de todos os atos públicos realizados para relembrar o episódio, por entender que, ao atingir os servidores, o crime atingiu o Estado como instituição e, se os servidores não se organizarem em defesa da instituição que representam, se tornarão reféns do crime organizado, permitindo que situações como essa, se repitam. Em todas as oportunidades, o Fisco Fórum tem ressaltado a importância da união das categorias para cobrar do Estado a segurança necessária aos agentes públicos no trabalho diário da fiscalização.

Foto: Site www.aaitmg.org.br  
 

Após a manifestação, os participantes formaram uma comissão para levar a reivindicação dos servidores à diretoria do Foro Regional da Justiça Federal. Na ausência da diretora, dra. Maria Edna Fagundes Veloso, foram recebidos pelo secretário Administrativo, Raimundo Ferreira, que se comprometeu a transmitir a reivindicação à diretora. Afirmou, ainda, que conversarão com o juiz Francisco de Assis Betti, autor da sentença de Pronúncia que definiu que os acusados devem ir a júri popular, à exceção de Antério Mânica, por ser prefeito de Unaí.

Os nove acusados pelo crime estão presos desde julho de 2004 e, até agora, não foram levados a julgamento. Durante a reunião, os manifestantes fizeram questão de ressaltar a conduta irrepreensível da Justiça Federal no caso, assim como a do Ministério Público, mas afirmaram que é fundamental que o julgamento aconteça logo, para acabar com a sensação de impunidade e em respeito à memória dos colegas mortos.

Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Marcela Souza