"A greve dos Auditores Fiscais do Estado no Rio Grande do Sul teve como motivações: Confira,
abaixo, o relato do presidente do SINTAF-RS (Sindicato dos Servidores
Públicos de Carreira de Nível Superior do Grupo TAF), Carlos
Alberto Agostini, sobre o movimento grevista dos auditores fiscais do
Rio Grande do Sul. o desejo da categoria de iniciar a construção
de um novo modelo de Administração Tributária. Um
modelo baseado nos dispositivos constitucionais, art. 37, inciso XXII
e art 167, inciso IV, ambos da Constituição Federal; O movimento teve início em junho de 2005, com visitas de mobilização às delegacias no interior. Em seguida, vivenciamos algumas tentativas frustradas de negociação com o Governo e, após a realização de uma Assembléia Geral Extraordinária para definir a posição da categoria, foi declarada uma greve geral por tempo indeterminado. A declaração de greve contou com a adesão de todos os servidores de nível superior, incluindo os cargos em comissão. Foi montado um Comando de Greve dividido em três níveis: (1)
o estratégico, composto pela diretoria, com poderes amplos de negociação; O conjunto dos comandos recebeu da AGE o poder de ampliação, redução e suspensão do movimento diante do processo de negociação. Foi instalado um grande toldo de cobertura para os grevistas em frente à Secretaria da Fazenda, com infraestrutura de sobrevivência e informação (som e jornal), para as reuniões diárias, nos dois turnos, dos grevistas, como substituto do local de trabalho. A greve se desenvolveu normalmente até o 30º dia, com muita negociação e pouco resultado, alguns avanços e recuos até. A partir do 30º dia, quando o Governo anunciou o corte no salário de novembro, que venceria daí a dez dias, as coisas se complicaram. Parte da categoria exigia uma ação imediata na Justiça contra o corte, enquanto que a direção insistia que o corte nos salários e outras implicações da greve, só poderiam ser solucionadas ao final, na mesa de negociação. O processo grevista levou 45 dias, com a conquista parcial dos objetivos: (1)
o Governo enviou a PEC 174/2005 para a Assembléia Legislativa recepcionando
literalmente os dispositivos da Constituição Federal, nós
queríamos mais;
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