INFORME SINDIFISCO-MG
Nš 11
23 DE FEVEREIRO DE 2006
 
CATEGORIA PROTESTA CONTRA POLÍTICA DISCRIMINATÓRIA DO GOVERNO
  ATO PÚBLICO FOI MAIS UM EXEMPLO DE COESÃO E FORÇA DA CATEGORIA NA LUTA POR UMA TABELA DE VENCIMENTOS QUE RECOMPONHA, NO MÍNIMO, AS PERDAS INFLACIONÁRIAS DO GOVERNO AÉCIO

A categoria realizou, ontem (22) à tarde em Belo Horizonte em frente ao Anexo II (onde funciona atualmente a SEF/MG), um ato público de protesto contra a política discriminatória de aumento diferenciado do governo, que pretende enviar para a Assembléia Legislativa a Tabela de Vencimentos da categoria sem nenhuma recomposição da inflação. Foi reivindicado, ainda, que seja aprovada a proposta de Tabela elaborada pelo SINDIFISCO-MG, já encaminhada anteriormente à Administração.

A manifestação começou às 16 horas, no momento em que o secretário de Estado de Fazenda, Fuad Noman, iniciava reunião com os superintendentes, justamente para negociar o impacto da Tabela de Vencimentos. Também no mesmo horário, a um quarteirão do local do ato público (prédio do BDMG), o governador estava entregando novas viaturas à Polícia Civil.

RECOMPOSIÇÃO JÁ! PELA APROVAÇÃO DA TABELA DO SINDIFISCO-MG

ICMS EM MINAS CRESCE E SALÁRIO DOS FISCAIS DESPENCA

Com estes dizeres expressos em faixas, camisetas vermelhas com a logomarca do SINDIFISCO-MG e gritando palavras de ordem, tais como "Chega!", "Não ao impacto zero!", "Já demos a nossa cota de sacrifício", "Dignidade profissional!", a categoria deu o seu recado de protesto ao governo. O ato marcou o início da luta da categoria por uma tabela de vencimentos que recomponha, no mínimo, as perdas inflacionárias neste governo (tabela elaborada pelo SINDIFISCO-MG).

"Por isso estamos aqui hoje protestando contra o desrespeito do governo que, embora viva elogiando o desempenho da fiscalização, tem a coragem de propor uma Tabela de Vencimentos para a categoria sem nenhuma recomposição da inflação o que, na prática significa zero por cento de aumento salarial. Nós estamos aqui para dizer ao governo que nós não queremos elogio, que elogio não paga as nossas contas", falou à categoria o presidente do SINDIFISCO-MG durante a manifestação.

PARTICIPAÇÃO EXPRESSIVA DA CATEGORIA
Apesar de ter sido organizada de última hora pelo SINDIFISCO-MG, a manifestação foi um sucesso com a participação expressiva - vide fotos - de fiscais da Região Metropolitana (Betim, Contagem, Sete Lagoas, Belo Horizonte e Postos Fiscais), Pará de Minas, Itaúna e Divinópolis, além de alguns fiscais de Juiz de Fora, Uberlândia e órgãos centrais. A categoria demonstrou sua insatisfação com a política remuneratória deste governo (arrocho salarial, corte de direitos históricos, discriminação, quebra da estabilidade e paridade etc).

Atendendo à convocação do SINDIFISCO-MG, os fiscais que não puderam comparecer à manifestação paralisaram suas atividades durante uma hora (das 16 às 17 horas) em várias unidades do interior do Estado.

Confira, abaixo, as Unidades Fiscais do interior (que comunicaram ao SINDIFISCO-MG) que paralisaram suas atividades no momento da manifestação em BH:

Delegacias Fiscais: Pouso Alegre, Poços de Caldas, Governador Valadares, Uberaba (com a adesão de fiscais de Frutal e Araxá, que estavam no local), Ipatinga, Montes Claros, Ubá e Juiz de Fora (paralisação parcial).

Administrações Fazendárias: Leopoldina, Cataguases.

Postos Fiscais: Antônio Reimão de Melo (Juiz de Fora), Ariston Coelho (Montes Claros), Duílio Palazzo (Uberlândia), Joaquim Lage Filho (Nova União), Roberto Francisco de Assis (Juatuba), Aroldo Guimarães (Sete Lagoas), José Aroeira (Planura), Ricardo Elízio Prado (Gonçalves), Capetinga, Além Paraíba, Borda da Mata e Ceasa.

É PRECISO FORTALECER NOSSA LUTA
Ao final da manifestação, a diretoria do SINDIFISCO-MG, representada pelo presidente Lindolfo Fernandes de Castro, a vice-presidente Maria Helena Campos e os diretores Samir Hobaica e Luiz Modesto, reuniu-se com o subsecretário da Receita, Pedro Menguetti, e os superintendentes, para saber o resultado da reunião com o secretário Fuad Noman.

Segundo a diretoria, o resultado foi desanimador. Os superintendentes disseram que todos tiveram oportunidade de se manifestar, mas afirmaram que não houve nenhuma evolução na negociação. Ressaltaram, ainda, que o secretário não apresentou nenhuma proposta, mas disse que vai assumir pessoalmente essa negociação com o governo, entretanto não apresentou calendário. Questionados, pelo presidente do Sindicato, sobre o resultado da reunião entre os secretários Fuad e Anastasia, o subsecretário nada adiantou.

Na última terça-feira (21), na véspera da manifestação, a diretoria do SINDIFISCO-MG havia reivindicado aos superintendentes que abraçassem a causa da categoria, defendendo-a junto ao secretário de Fazenda. Também nos dias que antecederam ao ato, a diretoria intensificou os contatos, tanto no interior quanto na capital, para discussão das estratégias de luta e mobilização da categoria pela Tabela de Vencimentos, realizando reuniões na DF/BH (1 a 4), 5º DF e Contagem. A diretoria dará continuidade às reuniões locais, a fim de organizar a categoria e estimular a mobilização. Outros atos públicos deverão ser realizados e as formas de luta serão decididas coletivamente.

É preciso continuar a nossa mobilização e mostrar ao governo que não aceitamos discriminação,
que a nossa categoria tem dignidade, consciência profissional e disposição para a luta.

 

Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Jornalistas Responsaveis: Valéria Mercadante / Marcela Souza
Assis. Comunicação:Juliana Saldanha