INFORME SINDIFISCO-MG

Nš 106

18 de agosto de 2006
 

EM SABATINA DA FOLHA, AÉCIO NEGA MAQUIAGEM NOS GASTOS DA SAÚDE
     Presidente do SINDIFISCO-MG questiona “Choque de Gestão”

Na tarde desta quinta-feira (17), o governador do Estado e candidato à reeleição, Aécio Neves, participou do debate promovido, em Belo Horizonte, pelo jornal Folha de São Paulo, respondendo a perguntas de jornalistas e da platéia, composta de cerca de 160 pessoas. A sabatina de ontem abriu o ciclo de entrevistas da Folha com os principais candidatos aos governos de Minas, Rio e São Paulo. Entre os assuntos abordados: hegemonia paulista, Alckmin, PCC e PT, eleições 2010, pressão sobre a imprensa local, déficit zero, mensalão, maquiagem nos gastos, além dos polêmicos, aborto, descriminalização da maconha e união civil de homossexuais.

Tão logo soube do debate, o presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, se inscreveu para participar, pois as vagas eram limitadas. O objetivo era questionar o governador pessoalmente, já que no início desta semana havia sido enviada carta à Folha, com a mesma indagação, que foi publicada hoje (veja ao lado). “Que “Choque de Gestão” é esse feito em cima do sacrifício dos servidores públicos e das camadas carentes da população?”, perguntou o presidente na sabatina de ontem. Na oportunidade, foram distribuídas, aos jornalistas da Folha e aos presentes, a cartilha “Quem bancou o ajuste fiscal?”, editada pelo Sindicato.

O governador reconheceu que os salários dos servidores estão defasados e, mais uma vez, alegou que não iria prometer o que não teria condições de cumprir. Disse, ainda, que, em seu governo, colocou o pagamento dos salários do funcionalismo em dia, aprovou os planos de carreira e aumentou a folha de pessoal em mais de R$ 1 bilhão (12%), e que a proposta de política remuneratória já estava em discussão. Aécio negou, também, a redução dos investimentos na área de saúde, conforme noticiou a Folha na edição de domingo (13/08).

Confira a opinião do público presente sobre o debate.
“ Em algumas questões ele tergiversou nos gastos do seu governo com saúde e sobre a candidatura dele à presidência em 2010.”

“Acho que ele desviou um pouco das respostas, principalmente naquela sobre a relação dele com a imprensa mineira.”


? Leia a matéria, na íntegra, da Folha sobre a sabatina

ANASTASIA QUESTIONA PRESIDENTE DO SINDICATO
Ao final da sabatina, o candidato a vice-governador na Chapa Aécio e ex-secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Antonio Augusto Junho Anastasia, chamou, em particular, o presidente do Sindicato, para dizer que não é verdade que houve redução de 19% nos investimentos nas áreas sociais (saúde, educação e segurança) no governo Aécio. O presidente respondeu que os cálculos foram feitos baseados em números oficiais, extraídos dos Balanços Gerais dos Estados e Relatórios do Tribunal de Contas e de Execução Orçamentária, publicados no Diário Oficial.

Anastasia afirmou que, no total dos gastos com as áreas sociais, não deveria ser considerada a despesa com folha de pagamento. O presidente do SINDIFISCO-MG não concordou, e disse, então, que iria encaminhar, ao candidato, a memória de cálculo (da tabela Investimentos Sociais e Participação na RCL, que consta da pág. 21 da cartilha “Quem bancou o ajuste fiscal?” – , e cópia do Diário Oficial. “Veja o contra-senso: para atingir o limite mínimo constitucional de investimento em saúde, o governo inclui outras despesas, tais como Copasa, Hotel de Araxá e combate a febre aftosa, mas não quer incluir o salário dos médicos e outros profissionais de saúde”, ressalta o presidente.

Elaborado pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG
Valéria Mercadante