Governo de Minas responde à reportagem da Folha de São Paulo A reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo, 13 de agosto, denunciando maquiagem nos gastos do governo Aécio Neves teve grande repercussão entre leitores e movimentou o cenário político. Parte da Imprensa local, que ainda consegue trabalhar com alguma independência, apesar do controle do governo do Estado, procurou ouvir o governador Aécio Neves em busca de explicações. A Rádio CBN também fez questão de ouvir o presidente do SINDIFISCO-MG, cujas declarações à Folha trouxeram novamente à tona a discussão sobre a legalidade da contratação do INDG pelo governo de Minas, além de questionar os verdadeiros propósitos do “choque de gestão” implementado no Estado. Lindolfo Fernandes de Castro informou ao jornal que, na época em que foi firmado o convênio com o INDG, o Sindicato solicitou ao Ministério Público estadual investigação para apurar se houve licitação para a contratação e, ainda, se era lícito a Secretaria da Fazenda “franquear amplamente” informações privilegiadas e sigilosas àquele instituto privado. Na ocasião, questionou, também, se o INDG prestava consultoria a clientes contribuintes de ICMS no Estado. O SINDIFISCO-MG teve forte atuação política no episódio do INDG participando de audiências públicas na Assembléia Legislativa do Estado, confeccionando outdoors que denunciavam a atuação do Instituto e mobilizando a Imprensa. Em carta assinada pelo assessor Luiz Neto, o governo do Estado se apressou em responder à Folha criticando a opção do repórter por fontes consideradas duvidosas e por não considerar “as importantes informações oficiais disponibilizadas em extensa documentação ao jornal”. Ao que o repórter Frederico Vasconcellos, autor da reportagem, respondeu: “Os dados sobre a maquiagem não partiram de opositores do governo, mas de manifestações do Tribunal de Contas do Estado e de ação civil pública oferecida pelo Ministério Público Federal”. Chama atenção o fato de que a questão do INDG não tenha sido sequer mencionada pelo assessor do governo na carta à Folha, cabendo a cada um tirar suas próprias conclusões. Os leitores também fizeram questão de comentar a matéria ressaltando que, finalmente, “algum veículo de comunicação consegue romper o controle do governador”.
Elaborado
pela Assessoria de Comunicação do SINDIFISCO-MG |
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