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Ofício
012/06
Excelentíssimo
Senhor
Doutor Antonio Augusto Junho Anastasia
Digníssimo Secretário de Estado Planejamento e Gestão
Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2006.
Senhor
Secretário:
Obtivemos a informação de que esta Administração
pretende construir a Tabela de Vencimentos da nossa categoria com
impacto próximo a zero, penalizando mais uma vez o Fisco
Mineiro sob o infeliz argumento de que é preciso descontar
os efeitos, na folha de pagamentos, do reajuste do ponto-GEPI e
da incorporação de 90% da GEPI aos vencimentos básicos.
No
afã de evitar que tal informação se confirme
e gere a devida reação, gostaríamos de esclarecer
e ressaltar que:
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A categoria fiscal, que vem contribuindo efetivamente para elevação
da receita total (45% no período de 2002-2005), não
aceitará receber um tratamento desrespeitoso e discriminatório
deste governo que, aliás, não se cansa de receber
elogios pelo desempenho da receita, que atribui publicamente a
responsabilidade dos resultados ao empenho e ao profissionalismo
dos funcionários fiscais e fazendários, e que em
várias oportunidades já anunciou a sua convicção
de que os gastos com o Fisco são sempre um investimento
e não uma despesa.
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A categoria fiscal amargou perdas significativas neste governo,
tais como: o fim da política salarial conquistada no governo
Itamar Franco, o que representou mais 70% de perdas na GEPI; o
fim e/ou redução dos qüinqüênios;
o fim do apostilamento; a quebra da estabilidade e da autonomia
da carreira; o arrocho salarial promovido pelas perdas inflacionárias
(IPC/IGP-DI de 23%).
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A categoria fiscal considera que o recente reajuste do ponto-GEPI
não foi ganho, mas tão somente uma reposição
parcial e tardia das perdas inflacionárias de 23% ocorridas
durante este governo.
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A categoria fiscal obteve o compromisso do Secretário de
Estado de Fazenda (entendimento confirmado pela cúpula
técnica da SEF) de que o reajuste do ponto-GEPI e a incorporação
da GEPI aos vencimentos básicos, itens negociados há
mais de um ano, não seriam considerados no cálculo
do impacto das novas tabelas de vencimentos, impacto este com
patamar já garantido de 10% pelo próprio governo
para todos os servidores estaduais.
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A categoria fiscal reivindica a reposição de, no
mínimo, as perdas inflacionárias remanescentes do
deste governo até a data da promulgação das
novas tabelas salariais.
A
categoria fiscal, consciente de que já deu a sua cota de
sacrifício, saberá lutar pela sua dignidade profissional
utilizando todas as armas de que dispõe nas divisas estaduais,
nas delegacias fiscais, na esfera política e junto à
mídia, para reagir de maneira proporcional ao eventual, indesejado
e inadmissível desrespeito com que venha a ser tratada neste
momento crucial da carreira fiscal.
Atenciosamente,
Lindolfo
Fernandes de Castro
Presidente
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