COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 85
30 de dezembro de 2010
 

Impasse do reposicionamento já perdura por um ano

Pagamento deve ser uma das prioridades de luta no início de 2011

Após um ano da publicação do Decreto Nº 45.274, feita em 30 de dezembro de 2009, o governo ainda não instituiu o reposicionamento dos AFREs. A demora ocorre por causa do descaso e da má vontade do governo com quaisquer questões relacionadas ao funcionalismo, postura recorrente do governo de Minas nos últimos oito anos.

Antes da publicação do decreto, a nossa categoria já estava prejudicada, uma vez que não participou dos debates entre a Seplag e a Coordenação Intersindical sobre a questão. Com a publicação do decreto, constatou-se que, no caso dos AFREs, o mesmo trazia injustiças no posicionamento na carreira. A publicação do Decreto 45.419 (30/06/2010), alterando o decreto do reposicionamento, restringindo direitos de colegas que já se sentiam contemplados, mais a alegação do governo de que não poderia pagar o reposicionamento em razão da lei eleitoral, comprovam que o governo tentou protelar ao máximo o pagamento para todos os servidores.

Agora, adia o reposicionamento do grupo TAF, pois, embora o secretário-adjunto de Fazenda esteja afirmando, há mais de um mês, que o novo decreto alterando os critérios para o reposicionamento está pronto e "na mesa do governador para assinar", até hoje, não houve a publicação.

O governo não tem mais desculpas para segurar o reposicionamento. A receita de ICMS principal, totalizou, no acumulado de janeiro a novembro de 2010, R$ 23,97 bilhões representando aumento nominal de 20,29% em relação ao mesmo período de 2009. A estimativa é de que o aumento da receita de ICMS, no período de 2002 a 2010, seja de mais de 150%, com uma inflação, no mesmo período, de 53% (IGP-DI e IPCA-IBGE). Além disso, para 2011, o governo divulgou meta de arrecadação de ICMS: R$ 28,05 bilhões. Ou seja, há recursos para o governo investir no Estado e honrar os compromissos com seus servidores.

Temos que abraçar essa luta no início de 2011, para que o impasse seja finalmente resolvido. Reiteramos que a categoria deve se envolver em ações nas unidades, com pressão sobre a chefia, demonstrando a nossa insatisfação.

Colegas, vamos à luta!

A Diretoria