COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 82
22 de dezembro de 2010
 

Piso salarial forte

Uma das lutas previstas na nossa "pauta positiva" para 2011

Ao mesmo tempo em que luta para reverter medidas desfavoráveis aos auditores fiscais, como nos casos do reposicionamento e do Progepi, ou para impedir que sofram novos prejuízos, como no caso da tentativa de invasão de atribuições na SEF/MG, a diretoria do SINDIFISCO-MG concentra esforços em torno de uma “pauta positiva” de lutas para 2011. Entenda-se por "pauta positiva" uma agenda de lutas que reúne propostas com soluções definitivas para velhos problemas enfrentados pelo Fisco.

No rol das questões que integram nossa "pauta positiva" para 2011, merece destaque a luta por um piso salarial forte. Nossa luta se baseia no entendimento de que, além de termos ganhos salariais, é preciso tornar a nossa remuneração mais justa, reduzindo o fosso salarial entre o início e o final da carreira. Durante a nossa campanha para a diretoria do Sindicato, chegamos a apresentar uma proposta para resolver o problema do piso salarial. A ideia é criar uma lei atrelando o piso remuneratório à Gepi, de tal forma que os auditores fiscais que tiverem o piso inferior ao mínimo estabelecido (três vezes a Gepi, ou 21.000 pontos) recebam uma parcela complementar que lhes permita atingir esse valor.

Com a receita de ICMS do Estado dando esse salto de quase 20% em 2010, e com a meta de R$ 29 bi para 2011, é preciso que tenhamos a questão do piso salarial como ponto central nas nossas discussões no ano que vem. Vamos criar um clima interno nas unidades, promovendo debates com os colegas, pressionando as chefias para levarem a nossa reivindicação à Administração e nos preparando para mais essa importante luta.

É preciso ter em mente que a luta por um piso salarial forte não é uma questão de solidariedade com os que vão entrar e, sim, uma luta pela valorização da carreira, até mesmo no sentido de atrair bons profissionais para a SEF/MG. Se não cuidarmos do direito de quem está no início na carreira e de quem ainda vai ingressar nela, esses servidores também não terão qualquer estímulo para cuidar dos nossos direitos, quando estiverem em maioria na SEF/MG. A luta pelo piso é, nesse aspecto, também uma questão de sobrevivência na carreira.

A Diretoria