No
dia 2 de setembro, o SINDIFISCO-MG enviou ofício
ao governador Antonio Anastasia, reivindicando sua intervenção
direta no impasse que se estabeleceu entre a categoria fiscal e
a SEF/MG, em conseqüência da implementação
do Progepi. Esta semana, o Sindicato recebeu ofício assinado
pela assessoria do governador, informando que este havia determinado
o encaminhamento do ofício do SINDIFISCO-MG à SEF/MG,
para explicações, e repassando a resposta recebida
daquela Secretaria, para conhecimento do Sindicato. A resposta,
datada de 7 de outubro, é assinada pelo secretário-adjunto
Pedro Meneguetti, que, na ocasião, respondia pela SEF/MG.
No entendimento da Administração, a metodologia utilizada não
constitui abertura para o direcionamento da ação fiscal - principal
crítica do Sindicato - não havendo, portanto, qualquer impedimento
para que o auditor fiscal cumpra seu ofício com a necessária
criatividade. Para o governo, a rejeição do Sindicato ao Progepi
se dá no sentido de oposição à "grande evolução" pela
qual passou a gestão pública do Estado de Minas Gerais nos últimos
anos.
Demonstrando equívoco em relação ao assunto tratado, a
Administração informa que o Progepi foi contestado pelo SINDIFISCO-MG perante
o Ministério Público Estadual, por meio de representação,
o que não ocorreu. O enfrentamento judicial ao Progepi pelo Sindicato
se deu mediante ação na Justiça (processo nº 0024.10.168.359-7),
para a qual não há, ainda, julgamento de mérito.
O SINDIFISCO-MG sempre foi contrário ao Progepi, um
projeto que retira a autonomia do fiscal e o desvia de sua atividade-fim -
o combate à sonegação - reduzindo-o a um simples cumpridor
de tarefas. O excessivo controle sobre o Fisco, embutido em determinações
como as de tabulação do tempo e parametrização
em pontos das atividades, entre outras, prejudica a qualidade do trabalho realizado
e ainda contribui para que sestabeleça uma relação de
desconfiança entre a chefia e os seus subordinados.
Leia
o ofício enviado ao governador pelo SINDIFISCO-MG
Leia
o ofício enviado ao governador pelo secretário-adjunto
Pedro Meneguetti
Há lutas que devem ser permanentes. Gepi é salário e foi
a forma escolhida pelo governo para remunerar o auditor fiscal. Não
admitiremos, portanto, que aqueles servidores que cumprem com sua obrigação
sofram cortes.
A
Diretoria
