COMUNICADO DA DIRETORIA
Nº 59
10 de setembro de 2010
   
QUEBRA DE SIGILO FISCAL EM DESTAQUE NA IMPRENSA
 
Discussão evidencia necessidade de administração tributária autônoma e independente
 

Nos últimos dias, um tema familiar ao cotidiano da fiscalização – a quebra de sigilo fiscal – tem mobilizado a Imprensa brasileira e chamado a atenção da sociedade. Embora venha sendo abordado no contexto das eleições gerais, o assunto também tem motivado discussões sobre a interferência dos poderes político e econômico sobre o trabalho fiscal, evidenciando a necessidade de uma administração tributária autônoma e independente.

Em Minas Gerais, a quebra de sigilo fiscal já havia sido abordada pela mídia em 2004, a partir de denúncias feitas pelo SINDIFISCO-MG sobre a contratação do INDG pelo governo Aécio. A empresa de consultoria privada foi contratada para auxiliar na reestruturação da máquina do Estado e passou a atuar no planejamento fiscal, com livre acesso aos dados fiscais dos contribuintes mineiros (conta corrente e recolhimentos). Naquela época, o Sindicato denunciava o acordo de confidencialidade celebrado com o INDG como prova da quebra de sigilo e já chamava atenção para o fato de que informações fiscais são segredos de Estado que, nas mãos erradas, podem ser usadas para favorecer ou prejudicar empresas.

Clique aqui para reler matéria publicada pela revista Época em 2004

Convidado a participar de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado (ALMG), o presidente do SINDIFISCO-MG, Lindolfo Fernandes de Castro, deixou claro que o Sindicato não estava ali defendendo interesses corporativistas, mas agia em defesa da sociedade e dos princípios que regem a administração pública: legalidade, publicidade, moralidade e razoabilidade. Nesse sentido, ressaltou que a preocupação do Sindicato e o objetivo da denúncia eram, antes de tudo, com a legalidade e com a ética. “Do ponto de vista ético e legal é inadmissível empresa privada, patrocinada por contribuinte, fazer planejamento fiscal. É a raposa tomando conta do galinheiro”, declarou, citando frase utilizada em campanha de outdoor divulgada pelo Sindicato.

Para exemplificar a denúncia, o SINDIFISCO-MG mostrou que, entre as patrocinadoras do INDG estavam empresas do setor de siderurgia, que teve benefício fiscal com redução de alíquota e diferimento nas importações.

A Diretoria